Viagem x pandemia: saiba os cuidados necessários antes, durante e depois para segurança da família

Por conta do coronavírus, é necessário uma atenção especial de pais e parentes para viajar. Essas medidas devem ser adotadas ao longo de todo o roteiro para evitar a contaminação

Resumo da Notícia

  • Planejar uma viagem não é fácil e com a pandemia exige ainda mais cuidado e atenção
  • Antes de aproveitar as férias, é fundamental considerar alguns cuidados e pesquisas sobre o lugar
  • Para te ajudar a programar um roteiro mais seguro, conversamos com especialistas

Viajar é bom demais, porém com toda a situação mundial decorrente do coronavírus, esse lazer ficou comprometido desde o início de 2020. Por conta do isolamento social, muitos planos precisaram ser adiados e trouxeram aprendizados que vão ficar para além da pandemia. Como já dissemos, tirar um tempo para curtir em algum lugar faz bem, uma vez que descansa o corpo e a mente, amplia o repertório, e cria ótimas lembranças, mas antes de mergulhar de cabeça, é preciso considerar alguns cuidados fundamentais para se atentar em relação ao contexto dos lugares de origem e destino, a si mesmo e às medidas de segurança que a hospedagem deve adotar para que esse momento em família seja, de fato, positivo e não venha a se tornar uma preocupação no futuro. Para te ajudar a programar um roteiro mais seguro, conversamos com médicos e hotéis para entender quais atitudes estão sendo (ou devem ser) tomadas.

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É fundamental pesar a necessidade da viagem, já que toda saída de casa implica em risco (Foto: Shutterstock)

Antes de qualquer decisão de viagem, é imprescindível se atentar à fase em que a sua região se encontra. Nas fases roxa (de total rigidez), vermelha (de alerta máximo), laranja (de controle); amarela (de flexibilização), os planos de viajar precisam ser repensados e adiados. O Dr. Márcio Castro, infectologista membro da Doctoralia e pai do Rafael, Felipe e Maíra aponta: “Temos que estar atentos ao momento epidemiológico crítico em relação à covid-19. A situação é grave e todos devemos manter a vigilância. Salientando que quanto menor a circulação de pessoas menos disseminação do vírus e menos infecções”. Mesmo nas fases verde (de abertura parcial) e azul (normal controlado), é importante pesar a necessidade da viagem, uma vez que o especialista alerta que toda saída de casa implica em risco de disseminação e infecção pelo coronavírus.

Todo cuidado é pouco

Para quem está planejando uma viagem, o Dr. Márcio Castro recomenda algumas medidas básicas. A principal é que nenhuma pessoa apresente sintoma ou suspeita de um quadro infeccioso e, idealmente, esteja vacinada. Ele também destaca a importância do uso de máscaras, distanciamento social e higiene rigorosa das mãos durante todo o período. O infectologista pede que o grupo fique o mais isolado possível dos demais viajantes. Seguindo a mesma linha, o Dr. João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, filho de João e Ana Lúcia, reforça que todos sigam as recomendações internacionais de saúde para combater a pandemia. Além dos pontos já citados por Márcio, ele enfatiza alguns cuidados na hora de preparar a mala: “O grande lance é levar muitas máscaras, já que pode ser que não consiga fazer a rotina habitual de higiene, e álcool gel”.

Durante o voo, o infectologista sugere que todos usem duas máscaras (uma cirúrgica e outra de pano) por estar em situação de maior risco. Ele afirma que é fundamental pesquisar quais políticas contra o coronavírus as companhias aéreas estão adotando para escolher uma que faça viagens menos lotadas e com maior separação entre as pessoas. E claro, que você também respeite esse distanciamento. Ao desembarcar no destino, estas recomendações seguem. “A ideia é que mesmo que esteja em um local com outras pessoas, que só interaja com aquelas próximas, que viajaram com você”, completa.

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em documento divulgado em 2020, também pontuaram alguns cuidados gerais aos viajantes “lavar frequentemente as mãos com água e sabão; se não tiver acesso à água e sabão pode ser utilizado gel alcoólico 70%; fazer uso da etiqueta respiratória: utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, lavar as mãos com água e sabonete após tossir ou espirrar, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas; manter uma distância de, no mínimo, dois metros das outras pessoas; utilizar máscaras de tecido reutilizáveis cobrindo boca e nariz, seguindo as orientações para a correta higienização e desinfecção”.

É um trabalho de todos

Assim como as pessoas precisam seguir certas normas, também é necessário que hotéis e resorts sigam os cuidados que cabem a eles. “É importante que o local tenha políticas de circulação, de espaço e para os funcionários”, diz Dr. João Prats. Thiago Borges Ferreira, Diretor Comercial do Vale Suíço Resort, pai de Valentina, Antonella e Helena, conta que o local segue as recomendações dos órgãos de saúde, aumentando a frequência e intensidade de limpeza e higienização em toda a área: “Esse deve ser um hábito que ficará no inconsciente das pessoas e deverá fazer parte da rotina daqui pra frente”.

Luís Antonio de Faria Braga, Gerente Comercial e Marketing do Grupo Clara Resorts, pai de Sophia, Joaquim e Vicente, pontua: “Temos uma consultoria em segurança hospitalar com médico infectologista sobre os procedimentos de atendimento, higiene e limpeza em nível hospitalar”, que se traduz em treinamento dos funcionários para possibilitar o lazer dos visitantes. No Royal Palm Hotels & Resorts, Priscila Dommit, Diretora de Marketing e Comercial, mãe de Guilherme, conta que os protocolos de segurança e prevenção foram aprimorados: “Criamos um Comitê desde o primeiro dia com profissionais de todas as áreas do hotel para enfrentarmos e nos adequarmos à pandemia”, assim, montaram diferentes frentes de atuação.

Veja as dicas de especialistas para diminuir as chances de contaminação (Foto: Shutterstock)

Lourival De Pieri, Diretor Geral do Casa Grande Hotel, pai de três meninas, revela que além das medidas básicas, a instituição confere frequentemente a temperatura de clientes e colaboradores e nos primeiros sintomas, o funcionário é afastado por 14 dias e submetido a um novo teste antes de retornar. Flávio Monteiro, Diretor de Operações da Aviva, diz que tanto na Costa do Sauípe quanto em Rio Quente e Hot Park houve ajustes para receber as famílias: “Estamos atentos a qualquer mudança de recomendação para nos adequarmos rapidamente”. Anna Paula Martins, Head de Marketing do Grupo Tauá de Hotéis, finalizou: “Se cuidar e cuidar do próximo é também uma forma de prevenção. A saúde e segurança de todos é primordial”. Seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, Anvisa e Ministério da Saúde é possível reduzir os riscos em viagens.