Vitória! Mulher diagnosticada como infértil aos 29 anos dá à luz terceiro filho aos 42

Ela sobreviveu a um câncer de mama, mas a quimioterapia deixou alguns rastros, entre eles, a impossibilidade de ter mais um bebê

Resumo da Notícia

  • Mulher é diagnosticada com câncer de mama
  • Depois do tratamento, ela se tornou infértil
  • A notícia não a impediu de tentar mais uma gestação
  • Aos 42, ela deu à luz terceiro filho

Depois de passar por um tratamento intensivo contra um câncer de mama aos 29 anos, Alison Watts entrou na menopausa precoce e os médicos já alertaram: ela não teria “a menos chance” de ter um filho. A mulher, que sonhava em ser mãe mais uma vez, ficou muito decepcionada ao ouvir que o sonho não seria realizado.

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Mulher diagnosticada como infértil tem três filhos (Foto: reprodução Daily Mail)

Foi então que, contra todas as probabilidades, Alison, que atualmente tem 42 anos, conseguiu engravidar. Ela e o marido, Geoff, de 41, ambos de Gloucestershire, Inglaterra, engravidaram naturalmente de um menino, Grayson, uma década depois.

“Ele é o nosso milagre, a peça final e perfeita do quebra-cabeça de nossa família. A gravidez após o câncer é possível e as pessoas nunca devem perder as esperanças. Você nunca sabe o que está por vir e não sabe o que pode acontecer se não tentar. Grayson é a prova de que milagres acontecem”, contou ela, animada, em entrevista ao jornal Daily Mail.

O casal já tinha dois filhos e estavam se planejando para ter um terceiro quando Alison descobriu o tumor. O filho mais velho, Freya, tinha 5 anos e o mais novo, Cody, tinha 2. “Cody era apenas uma criança, quase dois anos e estava brincando com meu colar. Enquanto movia a mão para impedi-lo de quebrá-la, de repente senti um caroço e pensei ‘que diabos é isso?'”, lembrou ela.

Ela seguiu contando que instintivamente imaginou do que se tratava o caroço e marcou uma consulta médica para o dia seguinte. O médico, no entanto, falou que ela não tinha com o que se preocupar, afinal, os riscos eram baixos com aquela idade.

“Eu simplesmente não podia esperar, talvez fosse meu instinto, mas eu tinha que saber com certeza, então fiz uma consulta particular e uma biópsia mais tarde naquela mesma semana. Na semana seguinte, os resultados estavam de volta”, relembrou.

“Quando fui diagnosticada pela primeira vez, consultamos um especialista em fertilidade. Discutimos a possibilidade de  congelar meus óvulos porque eu tinha apenas 29 anos, mas isso significaria atrasar o início do meu tratamento de quimioterapia por três meses, um risco que não estávamos dispostos a correr. Tínhamos que colocar minha sobrevivência em primeiro lugar, pelo bem dos filhos que já tínhamos. Eles precisavam que eu estivesse bem, então tive que começar o tratamento o mais rápido possível”, continuou.

Mulher diagnosticada como infértil dá à luz uma década depois (Foto: reprodução Daily Mail)

A mãe já sabia que a quimioterapia poderia afetar a fertilidade, mas não poderia correr o risco. Essa escolha, porém, não fez com que a vontade de ter mais um bebê diminuísse. “Já estava grata por meus dois filhos, mas simplesmente não conseguia afastar a sensação de desejar ter outro filho. O câncer roubou essa escolha de mim e essa foi a parte mais difícil”, desabafou.

O que ela imaginava se concretizou após um exame de sangue, que confirmou que ela não teria chances de ter outro bebê naturalmente. “Fiquei absolutamente arrasada quando abri a carta. Eu estava na cozinha e não esperava os resultados tão cedo, então a carta me pegou totalmente de surpresa. Embora os resultados esperados, vê-lo em preto e branco foi muito difícil de aceitar”.

A carta dizia que Alison não tinha “nenhuma perspectiva realista de fertilidade”. Apesar das chances não estarem ao favor dela, a mãe decidiu que não iria desistir. “Eu estava chegando perto dos 40 e realmente queria mais um bebê. Eu decidi tentar para ver se seria possível, em vez de ficar esperando uma luz do destino”.

E a tentativa deu certo! Hoje, a família está completa, com os três filhos, como era o sonho de Alison. “Milagres acontecem, Grayson é nosso lembrete para nunca perder a esperança”, finalizou ela.