Volta às aulas em São Paulo: veja como funciona a reabertura das escolas nesta quarta-feira

Para o funcionamento na rede estadual, cabe aos prefeitos de cada município a decisão. Nas instituições particulares, o retorno presencial pode ser feito pelo ensino infantil, fundamental e médio

Resumo da Notícia

  • Veja como irá funcionar a rede estadual, municipal e pública
  •  A autorização do governo vale para todo o estado, pois São Paulo já está na fase amarela do Plano São Paulo
  • As normas de higiene e segurança devem ser aplicadas por todas as instituições

Nesta quarta-feira, 7 de outubro, 700 escolas da rede estadual de São Paulo optaram pela reabertura para alunos do ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), de forma opcional, segundo a Secretaria Estadual Educação (SEE). Após mais de seis meses suspensas, as instituições da capital receberam a autorização de funcionar com atividades extracurriculares, e também o ensino superior. Nos 219 municípios paulista, 904 escolas estão oferecendo atividades de reforço e recuperação.

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O retorno desta quarta-feira será para alunos do 3º ano do Ensino Médio e do EJA (Foto: Getty Images)

A previsão de retorno do ensino fundamental para atividades regulares está previsto para acontecer em 3 de novembro. “O governo de São Paulo decidiu iniciar o retorno pelos alunos matriculados no ensino médio e na Educação de Jovens e Adultos porque são os ciclos de ensino que podem ser mais afetados pela evasão escolar, prejudicando os estudantes mais vulneráveis”, explicou o governador João Doria à CNN.

A autorização, feita pelo governo, vale para todo o estado, pois os municípios já estão há 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo. Porém, a decisão cabe aos prefeitos sobre reabrir ou não, além da escolha do ensino regular ou apenas atividades extracurriculares.

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A partir das normas publicadas no Diário Oficial no dia 26 de setembro, deverá ser respeitado: normas de higiene, distanciamento na entrada, saída e intervalos, e o uso de Equipamentos de Proteção Individual para alunos e professores. As escolas deverão atender ainda apenas 20% de sua capacidade.

Na rede municipal, a partir da decisão de abertura, apenas uma das quatro mil escolas passou a funcionar. Já na rede privada, o índice de reabertura é de 80%, de acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieesp). Para esta última, o retorno para o ensino infantil, fundamental e médio pode acontecer.

De acordo com o secretário Rossieli Soares: “É muito importante que a gente dê esse passo, amparado pelos protocolos de higiene, é claro, mas que permitem que as crianças retomem sua rotina e contato com o ambiente escolar. Estudos apontam que quanto mais tempo os estudantes ficam longe das atividades presenciais das escolas, maior será o aumento da desigualdade social. O professor nunca será substituído”. Desde o dia 8 de setembro, mediante autorização dos municípios, as escolas já podem voltar com atividades de reforço e acolhimento.

Regras de reabertura na capital

Para a reabertura, cabe aos prefeitos de cada município (Foto: iStock)

Segundo informações do G1, como definido pela prefeitura da cidade de São Paulo, as escolas possuem duas datas de retorno: 7 de outubro ou 19 de outubro. Para os professores, dependendo do dia marcado, a volta ocorre em 5 ou 15 de outubro. Na rede estatual, 304 unidades estarão reabertas para atividades presenciais a partir desta quarta-feira, 7 de outubro, na capital.

Para as escolas municipais, cabe ao conselho de cada uma reabrir ou não. Após a decisão, a proposta é enviada para homologação do diretor regional de Educação até 8 de outubro, para retorno no dia 19 do mesmo mês.

Volta segura

Para um bom retorno, é de extrema importância que as escolas respeitem o limite máximo de alunos, além dos protocolos sanitários. Com o retorno, o estado investiu R$ 50 milhões para o Programa Dinheiro Direto na Escola, para a compra de materiais de higiene e adaptação dos banheiros. A Secretaria da Educação vai distribuir 12 milhões de máscaras de tecido, 300 mil protetores faciais de acrílico, 10.168 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel e 100 milhões de unidades de papel toalha.

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