Volta às aulas: Secretária fala que há consenso das autoridades para retorno presencial em SP

Em entrevista ao Bom Dia São Paulo, a secretária estadual do Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patricia Ellen, falou sobre o retorno das atividades escolares em 2021

Resumo da Notícia

  • O retorno está previsto para o dia 1º de fevereiro
  • Patricia Ellen disse que não há possibilidade do retorno ser adiado
  • O novo protocolo indica que escolas públicas e particulares poderão funcionar na fase vermelha do Plano São Paulo

Durante uma entrevista na manhã desta terça-feira, 5 de janeiro, a secretária estadual do Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patricia Ellen, contou que não existe a possibilidade do retorno das aulas presenciais ser adiado neste momento. O ano letivo de 2021 das escolas estaduais devem ter início em 1º de fevereiro.

-Publicidade-
As escolas públicas e privadas poderão funcionar mesmo na fase vermelha (Foto: Shutterstock)

Ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo, ela explicou que: “Não há hipótese neste momento de não termos aqui um retorno às aulas. O apoio é não somente da Educação, mas também da Saúde. Nós temos a saúde física, a saúde emocional, nossos alunos precisam voltar para a escola (…) Hoje há um consenso de retorno às aulas em forte sentido, inclusive por parte da Saúde”.

Desde dezembro, o governo de São Paulo anunciou que as escolas públicas e particulares poderão funcionar mesmo na fase vermelha do Plano São Paulo, ou seja, nos níveis mais restritivos do isolamento social.

Previsão

Nesta segunda-feira, 4 de janeiro, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, afirmou defende que o retorno das aulas presenciais em São Paulo seja obrigatório, com exceção de alunos e profissionais que provarem que pertencem ao grupo de risco para o novo coronavírus. Sobre o retorno ser obrigatório, o conselho irá se reunir para falar sobre o assunto no dia 13 de janeiro.

O retorno está previsto para 1º de fevereiro (Foto: Getty Images)

“Aquilo que o Conselho Estadual definir segue como regra. O conselho vai decidir se é obrigatório a presença do estudante. A ideia é que agora nós tenhamos a obrigatoriedade do retorno. Mas, aquele que tiver um atestado de que faz parte do grupo de risco, não precisará voltar, assim como os profissionais, se tiverem atestado médico também pode continuar fazendo o trabalho remoto”, explicou em entrevista ao EPTV, afiliada da TV Globo.

Em 18 de dezembro de 2020, o governo de São Paulo incluiu a Rede Básica de Ensino como serviço essencial, como explicado durante a coletiva de imprensa. Portanto, mesmo que o estado esteja em fase de regressão no Plano São Paulo, será autorizada a retomada das atividades.

De acordo com o secretário de Educação, a previsão é de que o retorno das aulas presenciais aconteçam em 1º de fevereiro, mas a data ainda será discutida pelo conselho. Ele reforçou ainda que a volta às aulas não pode ser atrelada à vacinação dos professores.

Aulas de recuperação

Ainda nesta segunda, a Rede Estadual de Ensino deu início às aulas de recuperação para alunos que não conseguiram aprovação devido o rendimento em 2020. Todas as atividades foram desenvolvidas para os estudantes que não tiveram 75% de presença ou não atingiram a nota para o próximo ano letivo.

Veja como irá funcionar o retorno (Foto: Shutterstock)

O período de recuperação será de 25 aulas semanais, realizadas no período da manhã, tarde e noite. Para os alunos que entregarem todas as atividades, poderão ser aprovados para o próximo ano letivo.