Após vencer o câncer de mama duas vezes influenciadora engravida do primeiro filho

Linda Rojas foi diagnosticada com 24 anos com a doença e precisou retirar as mamas e passar por diversos tratamentos

Resumo da Notícia

  • Linda Rojas foi diagnosticada com câncer pela primeira vez em 2012 e depois em 2017
  • A influenciadora criou um projeto chamado "Um linda janela" para trocar experiências com outras pessoas que já tiveram câncer
  • A mãe conseguiu engravidar em Março deste ano após uma série de tratamentos

Linda Rojas, 34, é paulista, mas mora no Rio de Janeiro e sempre compartilhou a história com os seguidores no Instagram. Ela foi diagnosticada com câncer de mama aos 24 anos, e precisou fazer vários tratamentos, e após uma melhora significativa ela foi diagnosticada novamente.

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A mãe contou que recebe mais de 90 mensagens por dia de pessoas falando sobre o câncer de mama sem estereótipos, sem peso, e relatos da vida durante e após a doença. Ela sempre espalhou para as pessoas que a vida continua após o diagnóstico, e que sempre tem uma saída.

“Com 24 anos, em 2012, fui diagnosticada com câncer de mama pela primeira vez. Eu tinha acabado de voltar de uma viagem romântica, e fui ao médico investigar um carocinho duro que senti na mama direita. Quando a gente faz o autoexame, geralmente consegue apalpar o tumor com 2 centímetros. O meu já estava quase com 7, bem grande. Foi uma surpresa e um aprendizado. Sempre me gabava de nunca ir ao médico, nunca ficar doente. Quando fiquei, era grave.” , contou Linda.

Linda precisou retirar pele e músculo das costas para reconstruir a mama
Linda precisou retirar pele e músculo das costas para reconstruir a mama (Foto: Reprodução/Extra Globo)

Linda precisou passar por uma cirurgia de mama, e por isso uma ficou maior que a outra, porém para ela não seria um problema. A quimioterapia, no entanto, foi o pior tratamento para ela, pois teve muitos efeitos colaterais e ficou muito fraca. Depois de seis meses de quimioterapia, ela fez 28 sessões de radioterapia: “Enfrentei tudo com otimismo e esperança, de mãos dadas com Deus. Quando atravessei a faixa da reta final, foi um momento de muita alegria. Finalmente, o câncer tinha ficado para trás. Na minha cabeça, minha cota de sofrimento neste mundo tinha acabado, estava livre”, desabafou Linda.

“Casei em maio com o Caio (Caio Barreto, empresário carioca) e foi mágico, pela parceria que a gente construiu. Por coincidência, em julho, mesmo mês da descoberta do primeiro câncer e mês do meu aniversário, apalpei um novo nódulo no mesmo seio. Um novo exame comprovou que era uma recidiva, o câncer tinha voltado”, disse Linda.

Após o segundo diagnóstico Linda ficou desanimada, e resiliente, se questionando “Por que ela de novo?”: “Eu entrei numa imersão profunda de angústia, dor e tristeza. Sabia tudo o que estava por vir: quimioterapia de novo, meu cabelo caindo de novo, cirurgia de novo.”, contou Linda.

Em 2017 Linda resolveu retirar as duas mamas, onde só os mamilos permaneceram, hoje o peito dela é constituído de silicone e pele. A mãe contou que passou por diversos altos e baixos na autoestima, e por conta da queda de cabelo, retirada da mama, mas ela se sentia muito mal, porém o marido Caio foi de grande apoio para ela durante o processo.

Linda e o marido Caio
Linda e o marido Caio (Foto: Reprodução/Extra Globo)

Sobre a maternidade Linda sempre quis ser mãe, mas já tinha quase certeza que após todo o tratamento do câncer a infertilidade era certa, ela parou de tomar os medicamentos em 2020 para poder tentar engravidar, e um mês depois já menstruou e o corpo reagiu bem a desintoxicação. Em Março deste ano ela conseguiu engravidar: “É milagroso! Depois de duas químios afetando ovários, trompas e útero, tenho um bebê formadinho dentro de mim”, disse Linda.

“Não posso nem devo amamentar, e estou muito bem resolvida com isso. Há fórmulas e alternativas. Um mês depois de Martin nascer, já tenho que voltar a tomar os remédios, pra não dar chance de o câncer voltar. Serão mais dois anos de medicação, para, se Deus quiser, poder comemorar de verdade. Antigamente, as pessoas se escondiam quando tinham câncer e o ligavam sempre à ideia de morte. Eu falo de vida, e de uma nova vida. Não é o fim. Quero que o meu exemplo traga esperança a outras mulheres de que nosso corpo é forte e que é possível recomeçar”, finalizou a mãe.