Argentina aprova legalização do aborto

A decisão foi tomada com 38 votos a favor, 29 contra e 1 abstenção. Sendo assim, a partir de agora, a mulher terá o direito de interromper a gravidez até a 14ª semana

Resumo da Notícia

  • O Senado argentino aprovou a legalização do aborto no país
  • Dessa forma, a mulher poderá optar por interromper a gravidez até a 14ª semana
  • Foram 38 votos a favor, 29 contra e 1 abstenção

Na madrugada desta quarta-feira (30), o Senado argentino aprovou a legalização do aborto no país. Após uma sessão de 12h, foi concebido o direito da mulher em optar pelo método até a 14ª semana de gestação.

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A decisão saiu nesta quarta-feira (Foto: iStock)

A decisão foi tomada com 38 votos a favor, 29 contra e 1 abstenção. A notícia repercutiu em grandes comemorações do lado de fora do Congresso, incluindo fogos de artifício verdes, cor símbolo da luta pela causa.

A Argentina é o primeiro país grande da América Latina a legalizar o aborto. Além dele, Cuba, Uruguai, Porto Rico, Guiana, Guiana Francesa, Cidade do México e estado de Oaxaca (já que no México a legislação funciona em nível regional) também legalizaram a interrupção da gravidez.

Anteriormente, na Argentina, só era permitido em caso de estupro ou risco de morte da mãe. Não é a primeira vez que o país vota sobre a decisão. Dois anos atrás ela já foi pauta no Senado, mas os votos contra foram a maioria naquela ocasião.

(Foto: reprodução/Twitter/@florenciacanali)

“O aborto seguro, legal e gratuito é lei. Hoje somos uma sociedade melhor, que amplia direitos às mulheres e garante a saúde pública”, publicou o chefe de Estado argentino, Alberto Fernández, no Twitter.

Aprovada pela Câmara de Deputados no último dia 11, a proposta foi votada pelo Senado na tarde de terça-feira, sendo divulgado o resultado apenas na quarta.