Astrid Fontenelle fala sobre decisão de adotar um filho ao relembrar época que fez inseminação artificial

A apresentadora conversou com Lore Improta sobre o assunto no canal “Ajude Uma Mãe”

Resumo da Notícia

  • Astrid Fontenelle falou sobre maternidade
  • Relembrou a época que fez inseminação artificial
  • Comentou sobre a decisão de adotar um filho

Astrid Fontenelle relembrou em uma entrevista a Lore Improta, no canal “Ajude Uma Mãe” da fase que passou por um tratamento de inseminação artificial para tentar engravidar. Comentou também como surgiu a decisão de adotar o filho, Gabriel, de 13 anos.

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Astrid Fontenelle falou sobre o FIV
Astrid Fontenelle falou sobre o FIV (Foto: Reprodução / Instagram)

“Tentei a inseminação artificial e foi uma grande decepção na minha vida. Primeiro porque eu gastei muito dinheiro, é um tratamento muito caro e naquela época eu nem tinha tanto assim para investir naquilo. Só ganhei celulite. Dei com os com os burros n’água duas vezes. Vi que definitivamente não era para mim. Daí falei, ‘quero adotar e chegou a hora’. Fui buscar essa pessoa, que eu sabia que existia e que se chama Gabriel”, disse.

Episódio de racismo

Astrid Fontenelle veio as redes sociais nesta última quarta-feira, 28 de julho, para denunciar um episódio de racismo que o filho, Gabriel, sofreu. Ela disse que durante um dia de praia na Bahia, uma mulher confundiu Gabriel e achou que ele era um funcionário do hotel onde estavam. Segundo a apresentadora, isso aconteceu apenas pelo fato dele ser negro.

Astrid Fontenelle sempre discute questões raciais nas redes sociais (Foto: Reprodução / UOL)

 

“Meu sol, minha lua! Meu menino anjo. Minha estrela. Garoto de bom coração, adorável, amigo dos amigos. Por ele, viro bicho! E desviro para acolhe-lo. Hoje cedo, na praia, foi vítima do racismo estrutural. A fulana o ‘confundiu’ com o funcionário do hotel que atende a praia. Pediu um colchonete para ele. Mandei ela buscar no quiosque. Ficou com cara de espanto. ‘Como?’, na testa escrito. ‘Mas ele não trabalha aqui?’. Sim, na cabeça dessa, certamente, basta ser preto para ser o serviçal. E aí está o racismo estrutural que gente como a tal senhora não quer entender”, desabafou Astrid.

Depois de dizer que a atitude da mulher estava errada, ela foi acusada de estar “fazendo show”: “Sou uma mulher bem informada, que além de não ser racista, sou antirracista! Esse é meu compromisso. Com meu filho e com qualquer outra pessoa preta. Esse olhar erradérrimo da sociedade é proibitivo!”. Ela finalizou dizendo que o filho ficou muito abalado com toda a situação vivida: “Ele ficou desnorteado. Triste. Eu fiquei puta. Triste. Mas ainda bem que aconteceu comigo ao lado dele. Temos um longo caminho pela frente”.