Baby-Blues: entenda o que é a tristeza pós-parto que afetou Lorena Carvalho

A esposa de Lucas Lucco revelou ter vivido um puerpério ainda mais difícil por causa da condição. Nós te explicamos com detalhes tudo o que você precisa saber sobre o assunto

Resumo da Notícia

  • Lorena Carvalho desabafou nas redes sociais sobre tristeza pós-parto que tem vivido
  • A esposa de Lucas Lucco admitiu estar sofrendo de Baby Blues
  • Nós te explicamos o que é o baby blues - e porque ele não é uma depressão pós-parto!

Lorena Carvalho usou as redes sociais para desabafar sobre uma “tristeza pós-parto” que têm vivido. Ela e Lucas Lucco tiveram um menino chamado Lucca em março deste ano. Por causa disso, sobre o puerpério, a influenciadora mandou a real no Instagram.

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Lorena mandou a real sobre a condição (Foto: Reprodução / Instagram / @lorenacarvalhod)

“Tenho dias e dias. Confesso que o último mês foi bem difícil para mim, muito mais do que a questão estética. Digo psicologicamente mesmo. O puerpério não é brincadeira e infelizmente não se fala muito disso aí”, desabafou, inicialmente. Lorena então admitiu estar sofrendo de baby blues, e deu detalhes da rotina.

“A demanda de um bebê pequeno é bem intensa, vocês sabem. Além do cansaço que vai acumulando, [tem] privação de sono, brusca queda hormonal. Também passei por um momento difícil de novo, sigo amamentando, mas foram dias bem desafiadores. Em meio a esse mundo novo, eu fiquei me procurando: ‘Mas e eu? E a Lorena?'”, disse.

“Confesso que comecei a entrar em um baby blues. Precisei, e ainda tenho precisado, de tempo para entender e assimilar essa nova Lorena. Sinto que muita coisa mudou dentro de mim e muito rápido. É uma nova perspectiva. Tenho tentado tirar um tempo para mim, estou fazendo terapia online e pelo menos uma vez na semana cuido de algo mais estético”, finalizou, nos stories do Instagram.

Afinal, o que é o Baby Blues?!

Lorena Carvalho é apenas uma das milhares de mães que sofrem com essas “tristezas” pós-parto. Elas são chamadas de Baby Blues. Ele ocorre com 80% das mães e é uma consequência das bruscas alterações hormonais após o parto. A palavra “Blues” em inglês significa tristeza e que tem a ver com o jeito que a mulher se sente durante esse período. “Além disso, nessa fase a mãe entra em contato com o bebê real, ela tem que lidar com os medos e ansiedades causados pelo novo papel materno e isso pode contribuir para o surgimento do Baby Blues”, comenta Mariana Bonsaver, psicóloga da Pro Matre Paulista, filha de Isabel e Tullio. Durante esse período a mulher está mais sensível que o normal. Ela pode chorar por qualquer coisa, ofender-se facilmente, sentir-se incapaz e frágil, se irritar com facilidade e até ficar desanimada sem motivo.

“Muitas mulheres que têm uma rede de apoio escassa, ou seja, contam com pouca ajuda, podem desenvolver sintomas mais intensos, por isso é importante ter pessoas acolhedoras por perto”, aconselha o psiquiatra do hospital Mário Covas Diego Tavares, filho de Sonilda e Wasthon.

Entenda a condição que afetou Lorena Carvalho (iStock)

“O que é fundamental nesse caso é a informação. As gestantes e os familiares precisam saber sobre Baby Blues para que haja uma maior compreensão e cuidado caso ocorra”, alerta a psicóloga. Há casos em que a família pensa ser frescura da mãe e não leva a sério o que ela está sentindo naquele momento. Não existe tratamento medicinal, porque é um efeito normal causado pela transformação do corpo da mulher e passa! O melhor tratamento é o apoio e auxílio dos familiares.

Baby Blues X Depressão Pós-Parto

Não! Baby Blues e Depressão Pós-Parto não são a mesma coisa – muito menos, consequências uma da outra. A principal diferença entre o Blues puerperal e a Depressão é o tempo. Enquanto Baby Blues costuma durar aproximadamente 15 dias, causado apenas pelas alterações hormonais, a Depressão Pós-Parto não passa e são raros os momentos de felicidade.

Depressão pós-parto pode causar até morte (Foto: Getty Images)

“Na Depressão, normalmente a mulher apresenta mudanças mais intensas de humor ligadas à ideia de culpa, inutilidade e até pensa em suicídio. Ela não sente mais vontade de se cuidar, não come e chega a rejeitar o filho”, explica o psiquiatra. Nesse caso os parentes próximos precisam ficar atentos, porque De – pressão Pós-Parto é uma doença séria que precisa de cuidados médicos e pode levar ao óbito.

Baby Blues não é um princípio de Depressão ou uma chance de desenvolvê-la. “Alguns fatores podem influenciar na Depressão Pós-Parto, dentre eles doenças psiquiátricas prévias, falta de suporte familiar, dificuldades físicas e emocionais durante a gestação ou alguma doença no bebê”, explica Mariana.

Como ajudar?

Em seu relato, Lorena Carvalho admitiu estar fazendo terapia online para tratar a raiz do problema – e, de quebra, tirar um tempo da maternidade para si mesma. Mas, além disso, é importante que a família entenda que existem medidas necessárias para auxiliar uma mãe sofrendo com o Baby-Blues.

A família pode -e deve! – ajudar as mães (Foto: Getty Images)

Dando um descanso merecido

Segurar o bebê para que ela possa tirar uma soneca, olhar a criança enquanto ela toma banho, são algumas coisas pequenas que vão trazer um pouco de alívio na rotina da mãe. Isso qualquer um da família pode fazer.

Compartilhando experiências

Para as mães de primeira viagem a preocupação de ter que aprender a cuidar do bebê pode influenciar nos sintomas do Baby Blues. Alguém experiente para dar um auxílio faz diferença.

Demonstrando compreensão

A pior coisa é você não estar bem e as pessoas acharem que é frescura. É necessário entender que essas mudanças de humor são involuntárias e tratar como algo insignificante não é a melhor forma de ajudar.