Brasil teve 107 mortes de mães a cada 100 mil nascimentos em 2021, segundo pesquisa

A taxa de mortalidade materna se refere ao número de mulheres que morrem durante a gravidez ou nos 42 dias seguintes ao parto

Resumo da Notícia

  • No último sábado foi comemorado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna
  • O vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Mortalidade Materna da Febrasgo, assegurou que as mortes maternas podem ser evitadas
  • O Brasil teve 107 mortes de mães a cada 100 mil nascimentos em 2021

No último sábado foi comemorado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, e com isso o vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Mortalidade Materna da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), Rodolfo de Carvalho Pacagnella, assegurou que as mortes maternas podem ser evitadas.

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De acordo com o Painel de Monitoramento da Mortalidade Materna, o Brasil teve, em 2021, média de 107 mortes de mulheres a cada 100 mil nascimentos. A taxa de mortalidade materna se refere ao número de mulheres que morrem durante a gravidez ou nos 42 dias seguintes ao parto devido a causas relacionadas à gravidez ou por ela agravadas a cada 100 mil nascidos vivos em um determinado ano, em um país.

A taxa de mortalidade materna se refere ao número de mulheres que morrem durante a gravidez ou nos 42 dias seguintes ao parto
A taxa de mortalidade materna se refere ao número de mulheres que morrem durante a gravidez ou nos 42 dias seguintes ao parto (Foto: Getty Images)

A morte é causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a esse período. O Brasil apresenta números bem distantes dos fixados pela ONU (Organização das Nações Unidas). Até 2015, a meta era atingir menos de 35 mortes por 100 mil nascimentos, e o Brasil estava na faixa de 70 a 75 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos.

Com os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), a ONU indicou a necessidade de reduzir, até 2030, a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes por 100 mil nascidos vivos. À Agência Brasil, Rodolfo Pacagnella explicou que desde 2014 os números não apresentam queda significativa no Brasil. Já os países de alta renda, de maneira geral, têm uma razão de mortalidade materna que varia de 10 a 20 mortes por 100 mil nascimentos. A maior parte dessas ocorrências é de causas indiretas, que não são evitáveis ao longo da gestação.