Bruna Unzueta fala sobre aborto espontâneo em desabafo: “Fui mãe, fui abrigo”

A influenciadora digital usou os Stories do Instagram para contar a notícia aos seguidores, falando sobre o sofrimento da perda

Resumo da Notícia

  • Bruna Unzueta fala sobre aborto espontâneo em desabafo
  • A famosa relatou o que a aconteceu nos Stories do Instagram
  • Veja o que ela disse
  • Entenda mais sobre o aborto espontâneo

A influenciadora digital Bruna Unzueta usou as redes sociais nesta terça-feira, 29 de setembro, para dar uma notícia muito triste para os seguidores. A famosa, que estava grávida de 13 semanas, sofreu um aborto espontâneo recentemente. Nos Stories, ela se emocionou ao contar a notícia para os internautas e falou um pouco sobre a culpa que sentiu.

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Ela falou sobre o assunto nos Stories do Instagram (Foto: reprodução Instagram / @boounzuetta)

A famosa começou explicando por que estava há cerca de uma semana sem gravar nenhum Story. “Eu tirei um tempo para mim e consegui rever minha família, fui até para São Paulo e fiquei alguns dias lá. Vi minha mãe, meus irmãos, meu sobrinhos, então foi muito importante esse tempo que tirei pra mim”, começou explicando.

Ela continuou falando que precisou refletir bastante para decidir se ia contar ou não o que havia acontecido aos seguidores. “Eu pensei muito, se eu ia expor ou não o que aconteceu comigo, porque é uma coisa muito delicada e muito pessoal também. Mas eu me vi procurando muita ajuda na internet, em vídeos do YouTube, procurando por pessoas que passaram pelo mesmo que eu, para eu não me sentir sozinha e saber que não é só comigo que acontece essas coisas, porque a gente se culpa muito. A gente fica pensando: ‘será que é só comigo?’, ‘o que eu fiz?’, ‘ o que eu errei?’. Mas não”, continuou.

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Ela se emocionou no relato (Foto: reprodução Instagram)

Bruna acabou se emocionando ao tentar falar sobre o aborto espontâneo. “Eu sou muito chorona então é capaz de eu chorar, mas eu juro que já estou bem”, explicou. A famosa reforçou que usou muito a internet como um apoio nesse momento e que, então, iria contar sobre o acontecimento para ajudar outras mulheres, assim como ela foi ajudada.

Ela continuou dizendo que iria ser sucinta no momento e depois gravaria um vídeo longo contando sobre tudo o que passou. “Eu perdi o neném. Eu estava com quase 13 semanas de gestação, ou seja, estava saindo daquele primeiro trimestre, que é o mais importante na gestação. E eu perdi o neném, com quase 13 semanas”, disse, suspirando, e acabou se emocionando mais uma vez. “Eu estava tentando ao máximo não chorar gravando esses Stories, até porque tive todo o meu tempo para pensar e entender, mas sou muito transparente”.

“Meu jeito de processar essa perda não foi fácil, mas digamos que na minha gestação inteira eu tive poucos momentos de alegria e muitos de preocupação. E por mais que tenha sido só 13 semanas de gestação, eu fui mãe. Eu fui abrigo, de um ser, um espírito bem iluminado, que precisava cumprir seu papel na Terra e ele escolheu a mim”, finalizou. A famosa também agradeceu o tempo de aprendizado que teve durante as semanas de gravidez.

Nós da Pais&Filhos nos solidarizamos com a perda de Bruna Unzueta e desejamos muita forças para que ela consiga superar essa dor e continuar a linda trajetória.

Entenda mais sobre o aborto espontâneo

Coração partido
Entenda mais sobre o aborto espontâneo (Foto: Freepik)

A chegada de um filho gera várias expectativas e ver os planos irem embora antes da hora pode ser muito difícil e traumatizante. Ninguém deseja e nem espera por isso, mas pode acontecer. Infelizmente, essa é uma situação mais comum do que parece. A estimativa é de que pelo menos 15% das gestações não “vinguem”.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, o aborto espontâneo não está relacionado a problemas de fertilidade. Muito pelo contrário. Há uma luz no fim do túnel: pesquisas apontam que 80% das mulheres que têm a gestação interrompida conseguem engravidar de novo e realizar o sonho de ser mãe.

A seguir, esclarecemos as principais dúvidas sobre o assunto e contamos como você pode ajudar alguém que esteja passando por esse momento tão delicado.

– O que é o aborto espontâneo?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), podemos considerar como aborto toda gestação que é interrompida antes da 22ª semana ou antes de o feto atingir 500g. Dizemos que o aborto é espontâneo quando ele acontece de forma involuntária. Ou seja, a gravidez é interrompida naturalmente, pelo próprio organismo da mulher. A maioria dos abortos espontâneos acontece nos primeiros três meses de gravidez.

– Por que acontece? Quais são as causas?

Nem sempre dá para descobrir o que causa um aborto espontâneo, principalmente quando ele acontece bem no comecinho da gestação. Pode ser que, mesmo fazendo todas as investigações, o casal nunca descubra o que realmente levou à interrupção precoce da sua gravidez. Isso acontece porque quase sempre ela é causada por fatores que estão fora do controle dos pais.

Estima-se que pelo menos 50% dos casos de aborto espontâneo estejam relacionados a algum tipo de problema genético. Quando algo na formação do bebê não vai bem, o próprio organismo impede que a gestação siga adiante.

Outros casos normalmente têm a ver com alguma questão de saúde dos pais. Tabagismo, obesidade, diabetes, doenças autoimunes, problemas hormonais, alterações no funcionamento do útero ou da tireoide podem ser alguns fatores de risco. A idade avançada (tanto do homem quanto da mulher) também pode ser um empecilho.

Veja os sintomas do aborto espontâneo (Foto: Getty Images)

– Quais são os sintomas de um aborto espontâneo?

Os sinais mais comuns são sangramentos vaginais e dores no abdômen. Se estiver grávida e apresentar alguns desses sintomas, a recomendação é procurar um médico imediatamente para fazer uma avaliação.

 – Como ajudar uma mulher que sofreu aborto espontâneo?

Perder um bebê é uma situação delicada. Muitas mulheres ficam emocionalmente abaladas e se sentem fragilizadas depois de sofrer um aborto espontâneo. Algumas pesquisas apontam que cerca de 20% começam a apresentar sinais de depressão e ansiedade depois de passar por essa experiência.

Nem sempre é fácil encontrar as palavras certas para confortar alguém nessa situação. Às vezes, até mesmo os comentários feitos com as melhores das intenções podem parecer insensíveis. Pensando nisso, a Miscarriage Association, organização britânica que acolhe mães que tiveram a gravidez interrompida, fez um manual para orientar amigos e familiares sobre o que fazer e o que falar para uma mulher que sofreu um aborto espontâneo.

Reconhecer o que aconteceu e perguntar se ela precisa de ajuda é o primeiro passo. O mais importante é mostrar que você está por perto e disponível para conversar, se ela quiser. Evite ao máximo frases como “você é jovem, logo vai ter outro bebê” ou “não era para ser”. Esse tipo de comentário mais atrapalha do que ajuda. Lembre-se sempre: tudo o que você precisa fazer é oferecer suporte e acolhimento.

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