Covid-19: Bebês de gestantes infectadas podem ter alteração na função motora

Estudo preliminar realizado na Espanha ainda está em andamento

Resumo da Notícia

  • Um estudo preliminar revelou que bebês de gestantes que tiveram covid-19 podem apresentar diferenças no neurodesenvolvimento
  • A pesquisa acompanhou bebês nascidos de 21 mulheres que contraíram Covid-19 na gravidez com outros 21 recém-nascidos de mães saudáveis, em Santander, Espanha
  • Entretanto, os pesquisadores alertaram que é necessário um estudo mais detalhado para confirmar a extensão exata da diferença

Um estudo preliminar, apresentado no 30º Congresso Europeu de Psiquiatria, revelou que bebês de gestantes que tiveram covid-19, podem apresentar diferenças em seu neurodesenvolvimento , já no segundo mês de vida.

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Os autores do projeto espanhol COGESTCOV-19, acompanharam bebês nascidos de 21 mulheres que contraíram Covid-19 na gravidez com outros 21 recém-nascidos de mães saudáveis no Hospital Universitário Marqués de Valdecilla, em Santander, Espanha. As mães foram submetidas a uma série de testes durante e após a gravidez.

As amostras vão continuar sendo realizadas, a longo prazo, com outras gestantes (Foto: Getty Images)

Os resultados mostram que os bebês de mães infectadas , especialmente no final da gravidez, apresentam um possível alteração na função motora, com maior dificuldades em relaxar e adaptar seus corpos quando estão sendo segurados e de controle do movimento da cabeça e do ombro, se comparados com bebês de mães não infectadas.

Sim, são necessários mais resultados!

Segundo a líder do projeto, Dra. Rosa Ayesa Arriola, é necessário um estudo mais detalhado para confirmar a extensão exata da diferença. “Nem todos os bebês nascidos de mães infectadas com covid-19 mostram diferenças de desenvolvimento neurológico, mas nossos dados mostram que o risco aumentou em comparação com aqueles não expostos a covid no útero.”

A co-pesquisadora Nerea San Martín González, acrescentou que é importante também estar ciente de que este é um número pequeno de amostras, mas que os trabalhos continuarão sendo realizados a longo prazo.

Arriola finaliza: “Este é o momento certo para estabelecer colaborações internacionais que nos permitam avaliar o neurodesenvolvimento de longo prazo em crianças nascidas durante a pandemia da Covid-19. A pesquisa neste campo é vital para entender e prevenir possíveis problemas neurológicos e vulnerabilidades de saúde mental nessas crianças nos próximos anos”.