Covid-19: grávidas e puérperas entram em grupo prioritário de vacinação pelo Ministério da Saúde

Após uma nota técnica emitida pelo Ministério da Saúde, grávidas e puérperas fazem parte do Plano Nacional de Imunização e devem ser vacinadas no próximo mês

Resumo da Notícia

  • A vacinação para grávidas e puérperas será dividida em duas fases
  • Ainda não existe uma data definida para o início da vacinação, mas é esperado que comece até o final de março
  • A nota técnica inclui ainda outros grupos prioritários que irão fazer parte da Campanha Nacional de Vacinação

Na última segunda-feira, 26 de abril, o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica com novas orientações de vacinação em grupos de pessoas com comorbidades, deficiências permanentes e também gestantes e puérperas. De acordo com o documento apresentado, as grávidas e mulheres no pós-parto serão vacinadas em duas etapas, onde o primeiro caso apresenta algum tipo de comorbidade e o segundo não.

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A previsão para a imunização contra a covid-19 está prevista para iniciar até o final de maio, mas de acordo com o governo, a apresentação de uma data exata irá depender da disponibilidade de doses. Até o momento, o Brasil já vacinou profissionais de saúde, povos indígenas, quilombos, idosos acima de 64 anos e população ribeirinha e está imunizando pessoas entre 60 a 64 anos.

Todas as grávidas foram incluídas no grupo prioritário para receberam a vacina contra covid-19 (Foto: Getty Images)

Apesar de ainda não haver a testagem de segurança e eficácia para grávidas e puérperas, as vacinas utilizadas possuem vírus inativados, que já são utilizados em outros imunizantes pelo grupo, como a de Influenza. “Um levantamento de evidências sobre recomendações nacionais e internacionais de vacinação com vacinas covid-19 de gestantes, puérperas e lactantes, realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), em sua maioria defende a vacinação das mulheres nessas condições, se pertencentes a algum grupo prioritário”.

Como as fases de vacinação para grávidas e puérperas irá funcionar

Fase 1: serão incluídas grávidas e puérperas com comorbidades, independentemente da idade. Vale lembrar que a imunização irá depender ainda da quantidade de doses disponíveis da vacina contra a covid-19.

Fase 2: neste caso, todas as grávidas e puérperas poderão ser vacinadas, sem ser necessário ter condições pré-existentes.

O que preciso levar para tomar a vacina?

Durante a primeira fase, é importante que a grávida apresente receitas, exames, relatório médico ou algum tipo de prescrição que comprove a existência da comorbidade. A previsão é de que as primeiras doses sejam oferecidas ainda no mês de maio.

Outros grupos prioritários também foram incluídos

Na primeira fase, além de grávidas e puérperas com comorbidades, serão incluídos também:

  • Pessoas com síndrome de Down – independentemente da idade
  • Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise) – independentemente da idade
  • Gestantes e puérperas com comorbidades – independentemente da idade
  • Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos
  • Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BCP) de 55 a 59 anos

Já na segunda fase, serão vacinados “proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponibilizado, segunda as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos”:

  • Pessoas com comorbidades
  • Pessoas com Deficiência cadastradas no BCP
  • Gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes

O que são consideradas comorbidades para tomar a vacina contra covid-19?

São consideradas comorbidades: diabetes, hipertensão arterial resistente; hipertensão arterial estágio 3; hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade, pneumopatias crônicas graves, insuficiência cardíaca, doenças cardiovasculares, cor-pulmonale e hipertensão pulmonar, cardiopatia hipertensiva, síndromes coronarianas, valvopatias, doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas miocardiopatias e pericardiopatias, cardiopatias congênita no adulto, próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados, arritmias cardíacas, doença cerebrovascular, doença renal crônica, imunossuprimidos, anemia falciforme, obesidade mórbida, síndrome de Down e cirrose hepática.

Lactantes devem interromper a amamentação?

Não! O recomendado é de que a mulher continue amamentando normalmente antes e após tomar a vacina. Vale lembrar que qualquer um dos imunizantes disponíveis poderão ser aplicados neste grupo.