Gravidez

Deu errado, mas deu certo: “A vida não acaba depois da maternidade”

Vem conhecer um pouco da história de Martha Macedo, mãe de Lorenzo

Nathália Martins

Nathália Martins ,Filha de Sueli e Josias

(Foto: iStock)

(Foto: iStock)

Martha Macedo, mãe de Lorenzo, engravidou de forma inesperada e o pai da criança não aceitou o filho no início, o que dificultou as coisas. Mas ela superou tudo isso e ficou ainda mais forte depois da maternidade. Vem conhecer a história dela:

“Quando eu tinha 20 anos, estava em um relacionamento com o pai do meu filho, trabalhando, prestes a entrar na faculdade e muito feliz. Nos meus planos não tinha como acrescentar uma criança, não naquele momento. Foi quando eu comecei a passar mal e me sentir estranha. Resolvi fazer um exame. Achei que estava com infecção de urina até o médico dizer: “Parabéns, mãe”. Meu mundo virou de ponta cabeça. O pai do meu filho ficou sem reação, não aceitou a gravidez e discutimos muito.

No dia seguinte acordei minha mãe com um “bom dia, avó” e ela amou. Já o meu pai rejeitou a ideia e os dias se tornaram ainda mais difíceis. Conforme a notícia foi se espalhando, recebi reações diferentes. Precisei aturar muitos olhares de julgamento e procurava mentir em relação ao pai do bebê. Dizia que ele adorou a ideia e estávamos felizes, mas somente as pessoas mais próximas sabiam do meu sofrimento.

Eu estava decidida a criar meu filho, mesmo que tivesse que enfrentar o mundo sozinha. Resolvi sair da casa dos meus pais, fiz os cálculos com minha amiga-irmã Letícia e aluguei uma casa colada com a dela. Na mesma semana, ganhei uma viagem de uma professora e amiga, a Daniela. Grávida de 4 meses, fui sozinha para o Rio de Janeiro. Voltei mais leve, feliz, calma e com total certeza que tudo daria certo.

Assim que cheguei em São Paulo, o pai do meu filho me procurou, dessa vez mais calmo. Pediu desculpas e disse que queria exercer o papel de pai. Fiquei muito feliz! E logo depois descobrimos que o bebê era um menino. Fizemos um sorteio para o nome e saiu Lorenzo, a escolha do pai.

Nesta fase, meu pai já estava aceitando a ideia que iria ser avô. Então, comecei a curtir a gestação e me achava linda. Lorenzo chegou numa segunda-feira. Fui internada com quase 36 semanas e queria o parto normal, mas não escapei da cesárea. Minha mãe pôde assistir ao parto e ficou ao meu lado. Quando finalmente vi meu filho, foi uma explosão de amor. Só conseguia chorar e agradecer a Deus.

Na licença-maternidade, fiquei um pouco sozinha, estava longe dos amigos e da família, mas passou. Hoje estou mais forte e mais confiante, com a certeza de que a vida não acaba depois da maternidade. Meu filho é a razão de tudo e minha felicidade se chama Lorenzo”.

(Foto: Arquivo Pessoal)

(Foto: Arquivo Pessoal)

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