É seguro engravidar na pandemia? Saiba mitos e verdades sobre o assunto

Várias famílias adiaram o sonho da gravidez durante este momento por diversas dúvidas e incertezas. Conversamos com uma especialista sobre o assunto, que tirou todas as dúvidas sobre os cuidados e as decisões

Resumo da Notícia

  • A Dra. Laura Penteado, obstetra e ginecologista, tirou as principais duvidas sobre o assunto
  • Várias famílias adiaram os planos da gravidez na pandemia
  • Já outras, viram a oportunidade de darem vez às tentativas

Em um ano cheio de desafios como 2020, os planos da gravidez acabaram sendo adiados por diversas famílias por conta da pandemia do novo coronavírus. Mesmo depois de dez meses, muitas mulheres ainda ficam em dúvida se é seguro engravidar e quais cuidados são necessários.

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Diversas famílias adiaram o sonho da gravidez por conta da pandemia (Foto: Getty Images)

Em uma conversa com a Dra. Laura Penteado, obstetra, ginecologista e diretora clínica da Theia, ela esclareceu as principais dúvidas sobre o assunto, além de comentar sobre o comportamento de mulheres tentantes durante este período.

Mas afinal, é ou não seguro engravidar na pandemia?

A especialista explicou que mesmo tendo se passado 10 meses, ainda é um período muito pequeno para análises maiores. Mesmo as gestantes estando no grupo de risco, as que foram infectadas pelo coronavírus “não evoluíram com quadros mais graves, quando comparadas com a população geral de mesma faixa etária”.

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Segundo um estudo publicado pelo Jornal de Imunologia Reprodutiva, foi observado um aumento na taxa de prematuros entre as gestantes com Covid-19. “Também observou-se uma maior taxa de baixo peso fetal ao nascimento e de restrição de crescimento fetal. Ainda não é possível estabelecer uma ligação entre um aumento do número de abortamentos e pacientes infectadas”, explica.

Sobre a transmissão do vírus de mãe para filho, o estudo citado por Laura Penteado sugere que é raro, pois não foi possível identificar partículas do vírus no líquido amniótico, sangue do cordão umbilical ou no leite materno.

“Assim, aparentemente, uma infecção por COVID-19 no início de uma gestação, não deve interferir de maneira negativa na evolução da gravidez. Entretanto, mais estudos e mais tempo observacional são necessários pra se comprovar os reais efeitos e comportamento deste vírus na mãe e no embrião”, completa.

Tire as principais dúvidas sobre o assunto (Foto: Getty Images)

Mudança de planos

Apesar de várias famílias terem adiado o sonho de engravidar neste momento, outras já viram uma oportunidade maior para as tentativas. “Muitas mulheres começaram a se cuidar mais durante a pandemia: passaram a cozinhar, em vez de sair pra comer; iniciaram atividade física ( até para manter uma boa saúde mental), muitas cessaram o tabagismo (para sair do grupo de risco), ou seja, adquiriram melhores hábitos de vida. Além disso, a maioria dos casais tiveram alguns planos pessoais e profissionais (como cursos, MBA internacionais, viagens a trabalho…) suspensos por tempo indeterminado, o que propiciou uma abertura para se planejar uma gestação”.

Estou grávida. Preciso ter algum cuidado específico?

Os cuidados gerais devem ser os mesmos para toda a população, mas no caso da gestante, é importante seguir todo o pré-natal e a rotina médica de exames. “As gestantes devem manter o distanciamento social e as medidas de higiene: lavar as mãos com frequência, utilizar álcool gel e evitar contato físico com outras pessoas que não moram na mesma casa. Manter uma alimentação saudável e equilibrada, atividade física regular e boas noites de sono são fundamentais para garantir um sistema imune fortalecido. Contudo, o mais importante é preservar um bom acompanhamento pré-natal: manter o acompanhamento médico e a rotina de exames”, conclui.

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