Estudos mostram fase embrionária jamais revelada antes: “É lindo”

A pesquisa foi feita com embriões de seres humanos e camundongos e a diferença é notável

Resumo da Notícia

  • A pesquisa foi conduzida por Shankar Srinivas da Universidade de Oxford
  • Foram utilizados embriões de seres humanos e de roedores para a comparação
  • O avanço que os pesquisadores fizeram é notável

A ciência está sempre em evolução, e cada dia mais aprendemos e descobrimos algo novo. Agora, graças a uma pesquisa conduzida por Shankar Srinivas e feita na Universidade de Oxford, foi descoberto que um embrião pode ser cultivado por 14 dias para que a compreensão dos mistérios da vida humana possam ser descobertos.

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Primeiro de tudo vamos entender como um embrião se desenvolve, ele é composto de células-tronco com potencial para se tornarem qualquer parte do corpo, desde a matéria cerebral até o tecido ósseo. As células-tronco humanas começam a assumir essas funções específicas durante um processo denominado gastrulação, que ocorre a partir da terceira semana após a fertilização.

Até o momento, a gastrulação era considerada uma caixa escura, pois os pesquisadores não conseguiam entender como ocorria esse processo. As normas éticas determinam que células-tronco só podem ser cultivadas artificialmente em laboratório por duas semanas, ao mesmo tempo que era impossível observar o processo de gastrulação durante a gestação.

Os estudos apontaram um avanço nas células troncos do embrião
Os estudos apontaram um avanço nas células troncos do embrião (Foto: iStock)

Porém um estudo publicado pela revista Nature, trouxe dados diretos que mostram o processo de transformação das células-tronco. Segundo especialistas, este é um novo marco para a embriologia, uma “Pedra de Roseta” (referindo-se à tabuleta encontrada no Egito, em 196 d.C., que auxiliou na compreensão dos hieróglifos) para futuros estudos no desenvolvimento da biologia.

Antes os pesquisadores usavam roedores e mamíferos para conseguir compreender essa fase embrionária, porém sempre deixou espaços para dúvidas em relação aos seres humanos. A novidade dessa pesquisa é que os resultados tirados de experimentos em camundongos apresentam mais semelhanças do que diferenças.

Os pesquisadores pegaram um embrião humano de 16 semanas, doado por uma mulher que realizou um aborto por livre e espontânea vontade, e assim puderam analisar e comparar com o dos roedores. O grupo de cientistas usou um processo chamado sequenciamento de RNA de uma única célula para determinar quais genes estavam ativos em cada uma das mais de 1.000 células individuais.

“Você tem uma espécie de explosão de diversidade celular”, disse o autor do estudo Shankar Srinivas, da Universidade de Oxford, a jornalistas em uma coletiva de imprensa on-line, descrevendo o processo como “lindo”. Apesar das semelhanças apontadas, as diferenças também foram observadas.

Como a presença de protocélulas sanguíneas em humanos muito mais cedo que nos ratos e a ausência de desenvolvimento de um sistema nervoso no embrião humano, ao contrário dos ratos. Finalmente, a descoberta pode ajudar a aumentar o limite de 14 dias para o cultivo de embriões para estudo na busca pela compreensão dos mistérios da vida humana.