Giovanna Ewbank engravida após ter endometriose: entenda a relação entre gravidez e a doença

A doença é a maior causa de infertilidade feminina, mas tratamentos são capazes de reverter a condição

(Foto: Reprodução / Instagram @gio_ewbank)

Giovanna Ewbank anunciou nesta terça-feira (17) que está grávida pela primeira vez. A gravidez é fruto do casamento com o ator Bruno Gagliasso. Eles já são pais de Bless, 5 anos, e Titi, 6, que são adotados. 

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“Agora somos cinco! Fomos pegos de surpresa e a ficha ainda está caindo. Estou no terceiro mês de gestação e ainda não sabemos o sexo do bebê, o que podemos dizer agora é que estamos muito felizes e o momento é de muito amor e felicidade!”, escreveu a apresentadora, em seu perfil no Instagram. 

(Foto: Reprodução / Instagram @gio_ewbank)

Giovanna já declarou que precisou passar por uma cirurgia para tratar endometriose, doença que pode causar infertilidade. Em um vídeo em seu canal no YouTube, ela falou sobre as cicatrizes na barriga que tem da cirurgia. “Tenho uma cicatriz aqui na barriga, uma desse lado, outra desse e no umbigo, são três furinhos que foi da minha cirurgia de endometriose. É uma doença que só mulheres têm e muitas delas nem sabem que essa doença existe. Quais são os sintomas dessa doença? Você começa a ter dor na relação sexual, começa a sentir um incômodo, parece que o membro do homem não é compatível com o da mulher, durante a TPM e menstruação você sente muita cólica, eu chegava a vomitar de tanta cólica que eu sentia”, relatou a atriz.

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Giovanna e Bruno ao lado dos filhos Titi e Bless (Foto: Reprodução/Instagram)

Na época, Giovanna também falou sobre a relação entre a doença e sua dificuldade para engravidar.  “Uma coisa que acontece muito é quando as mulheres querem engravidar, tem dificuldade de engravidar e não sabem por que, muitas dessas mulheres têm endometriose”, afirmou a atriz.

É possível engravidar com endometriose?

A endometriose afeta cerca de 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva e está entre as principais causas de infertilidade. A doença não impede, mas pode dificultar a gravidez. Tudo depende de quando a doença foi descoberta e de sua gravidade. “Cerca de 50% das mulheres com endometriose podem engravidar normalmente, mas a outra metade pode apresentar dificuldades. No entanto, com o acompanhamento médico correto, estudamos o caso da paciente e oferecemos as melhores orientações para que possa ocorrer a gestação”, explica o ginecologista e obstetra Marcos Tcherniakovsky, especialista em endometriose e pai de Isabela e Daniel.

Vale lembrar que infertilidade não significa esterilidade. “Os casos mais graves de endometriose têm uma complexidade maior. Mas seu diagnóstico não é uma sentença para esquecer a maternidade, mas outro fator a ser acompanhado com muita atenção na hora de avaliar o melhor tratamento”, explica o especialista.

Quando a mulher que tem endometriose quiser engravidar, vai enfrentar dificuldade, já que o tecido endometrial vai para lugares distintos do útero, então a fecundação do óvulo fica mais difícil. Uma vez que conseguir, a doença não tem efeitos sobre a gravidez.

Como acontece a endometriose?

Ainda não se conhece exatamente a causa da endometriose, mas ela depende de fatores imunológicos, genéticos e hormonais, então é importante ficar atenta aos sintomas e conversar com o médico. “É um fenômeno que ocorre quando o tecido endometrial sai pelas tubas e vai parar dentro da pelve, podendo se alocar no ovário, embaixo do útero ou em outro local da região da pélvis. Quando esse tecido começa a sangrar durante o período menstrual, o corpo reage como se fosse uma inflamação”, explica Dr. Marcos.

Como é feito o diagnóstico?

Na maioria dos casos de endometriose, o diagnóstico é tardio. Muitas mulheres acabam descobrindo a doença durante as tentativas para engravidar ou depois de sofrer muitas dores por cólicas. Mas a endometriose pode ser diagnosticada logo na adolescência, se a informação dos sintomas fossem cada vez mais conhecidas pelos especialistas e pacientes. Agendar a primeira consulta com um ginecologista a partir da primeira menstruação, mesmo que a menina não tenha iniciado uma vida sexual é o primeiro passo para uma melhor prevenção e tratamento.

Para o diagnóstico, existem exames de ultrassom e de sangue, mas também é necessário prestar atenção nos sintomas que indicam a existência da endometriose:

– Dor aguda ao menstruar: cólicas muito fortes, que impedem ou prejudicam as atividades do dia a dia.

– Dificuldade para engravidar: se você está tentando há mais de um ano e não consegue, pode ser um sinal de endometriose.

– Dor durante a relação sexual: esse é um momento onde dores não devem existir, se você sente desconforto, procure o médico.

Como é feito o tratamento?

Segundo Dr. Marcos, diminuir a menstruação de alguma forma é uma boa alternativa, já que cerca de 15% de todas as mulheres que menstruam têm endometriose. Além disso, praticar atividades físicas e evitar estresse no dia a dia também são fatores que ajudam.

Mas nos últimos anos, vem acontecendo uma mudança de paradigma em relação à terapia com hormônios. De acordo com o ginecologista Waldir Inácio Jr., especialista no assunto, hoje já se sabe que o problema não vem do fluxo menstrual. “A mulher nasce com endometriose. Prova disso é que irmãs têm mais chance de ter e já foram estudados natimortos do sexo feminino que tinham endometriose”, defende.

“Além de não tratar efetivamente a doença, essa terapia traz efeitos colaterais, como aumento de peso, diminuição da libido e alteração do humor. O tratamento mais inovador hoje é a cirurgia laparoscópica avançada, na qual eliminam-se todos os focos de endometriose. Quando retirada de forma completa, a endometriose não volta e não há mais necessidade de tomar qualquer medicamento”, explica Waldir.

Os especialistas reforçam que não existe uma regra geral que possa ser feita para todos. Cada caso tem de ser individualizado.

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