Grávida com Covid-19 sofre três derrames e um ataque cardíaco antes dar à luz seu bebê

Diana Crouch foi a única mulher no mundo que realizou todo o trabalho de parto ligada a pulmão artificial ECMO. A mulher não havia tomado a vacina

Resumo da Notícia

  • Grávida com Covid-19 sofre três derrames e um ataque cardíaco antes dar à luz seu bebê;
  • Diana Cross não tomou o imunizante contra o vírus e teve sérias complicações;
  • A mulher precisou realizar um parto de emergência para salvar o bebê, mas não foi nada fácil;
  • Pelo milagre de ter Diana viva, a família batizou o bebê com o nome do médico responsável pelo tratamente da mulher.

Um milagre da medicina! Uma mulher que ficou internada 139 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Houston, Texas, Estados Unidos, usando o pulmão artificial ECMO, finalmente deu à luz ao terceiro filho após sofrer três derrames e um ataque cardíaco antes de entrar em trabalho de parto.

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À emissora ABC, o marido de Diana, Chris, conta que nem ele e nem ela tinham tomado a vacina, apesar da recomendação médica. “A razão, claro, é que ela não achava que seria bom tomar enquanto estava grávida. Os médicos disseram que tudo isso poderia ser evitado se ela tivesse sido imunizada”, conta o pai do bebê.

Com 18 semanas de gestação, ela testou positivo e logo foi transferida para um hospital, onde foi sedada e colocada num ventilador. Apesar dos esforços médicos, o tratamento para a covid-19 não estava dando retorno em Diana. Como último recurso, decidiram coloca-lá no ECMO, um aparelho que funciona como um pulmão artifical, capaz de fornecer oxigênio ao sangue fora do corpo e depois devolve.

Diana sobreviveu ao COVID, ataque cardíaco e derrames ao parto
Diana sobreviveu ao COVID, ataque cardíaco e derrames ao parto (Foto: Getty Images)

E mesmo com o aparelho, Diana não melhorava. Com 25 semanas, ela sofreu três derrames e um ataque cardíaco no mesmo dia. Preocupados com o destino da criança em desenvolvimento, a equipe médica realizou uma cesariana de emergência para retirar o bebê da barriga.

O Dr. Cameron Dezfulian, responsável pelo parto de Diana, relembrou os momentos de tensão para atualizar o quadro clínico da mulher à Chris. “Lembro-me de Chris dizendo: ‘Nós vamos ter uma história e tanto para contar quando isso for feito.’ Ele estava certo. É uma história e tanto para contar. Acho que ele dizendo isso e o quão certo ele estava sobre isso me fez ter certeza, porque realmente, como médico, eu não tinha nenhum tipo de confiança. Eu sabia o que estava à nossa frente. Eu sabia todas as coisas que poderiam dar errado”, contou Dezfulian.

Caminhando para a recuperação

Após o parto de emergência, o quadro clínico de Diana melhorou, e três dias depois, ela pôde enfim conhecer seu filho, mas o caminho para a recuperação plena ainda seria longo.

Ela foi retirada da ventilação, mas precisou continuar internada e sedada por mais dias do que a família esperava. Depois de 5 meses isolada entre as paredes brancas do hopsital, Diana voltou para casa e tomou a vacina, junto com o marido e os filhos, mas ainda realiza fisioterapia respiratória para recuperar o pulmão, extremamente danificado pelo contágio do vírus.

Diana e Chris ficaram tão impactados e incrédulos com o milagre que foi a sobrevivência dela depois de tudo isso, que decidiram batizar o filho de Cameron, mesmo nome do médico que cuidou dela.