Grávidas e puérperas poderão receber a 3° dose da vacina contra a covid-19

A regra geral de que a dose de reforço do imunizante seja dada 5 meses após a segunda segue valendo para esse grupo

Resumo da Notícia

  • Grávidas e puérperas também receberão a 3° dose da vacina contra a covid-19, mas com restrições
  • A regra geral de que a dose de reforço do imunizante seja dada 5 meses após a segunda segue valendo para esse grupo
  • Assim como nos casos da primeira e segunda dose, no entanto, gestantes poderão receber apenas imunizantes da Pfizer e CoronaVac

O governo do estado de São Paulo anunciou na última quarta-feira, 17 de novembro, que a 3° dose da vacina contra a covid-19 já está disponível para toda a população adulta. As pessoas maiores de 18 anos poderão receber a dose de reforço 5 meses depois de terem tomado a segunda. Segundo informações dadas pela Secretaria da Saúde do Estado de SP à Pais&Filhos, as gestantes e puérperas se incluem nesse grupo.

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No caso de mulheres que estão grávidas ou acabaram de ter um bebê, as regras seguem as mesmas: a vacinação é autorizada e recomendada, desde que aconteça com os imunizantes da Pfizer ou do Butantan, regra essa que segue em vigor pelo Ministério da Saúde também para as primeiras duas doses.

Grávidas e puérperas também receberão a 3° dose da vacina contra a covid-19
Grávidas e puérperas também receberão a 3° dose da vacina contra a covid-19 (Foto: Getty Images)

De modo geral, a preferência é que seja usada a dose da Pfizer como reforço. Mas na prática, a aplicação pode ser diferente para quem tomou determinados tipos de imunizantes. Isso porque, segundo um estudo da Universidade de Oxford, encomendado pelo Ministério da Saúde, a vacinação heteróloga, isto é, com imunizantes de laboratórios diferentes, aumenta a resposta imune.

Então como será a aplicação da terceira dose da vacina da Covid-19?

Para aqueles que receberam as duas primeiras doses de CoronaVac, a preferência é que recebam prioritariamente, a dose adicional da Pfizer. As vacinas Oxford/ AstraZeneca ou Janssen, também serão aplicadas, mas apenas em caso de indisponibilidade da primeira. No caso das gestantes, apenas as doses da CoronaVac e Pfizer estão liberadas. O Ministério da Saúde ainda não se pronunciou quanto a vacinação heteróloga no caso de gestantes que receberam Pfizer também na primeira e segunda dose. O mesmo vale para o restante das pessoas.

Para os brasileiros que tomaram as duas primeiras doses de AstraZeneca,  a dose adicional aplicada será da Pfizer. As pessoas que tomaram Janssen e AstraZeneca ainda devem tomar a segunda dose da vacina, aguardar os cinco meses, para então tomar o reforço.

A aplicação das doses adicionais devem começar na próxima semana. No entanto, o calendário de aplicação deve ser anunciado pelos estados e municípios. Profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com baixa imunidade, isto é, com câncer, HIV ou transplantadas, por exemplo, já estão recebendo o reforço.

Quantas pessoas devem receber a dose de reforço?

O Ministro da Saúde disse em coletiva que mais de 100 milhões de pessoas estarão aptas a recebê-la nos próximos meses, sendo 12,4 milhões em novembro, 2,9 milhões em dezembro, 12,4 milhões em janeiro, 21,5 milhões em fevereiro, 29,6 milhões em março, 19,6 milhões em abril e 4,3 milhões em maio. A previsão é terminar a aplicação da dose adicional até maio de 2022.