Gravidez e emagrecimento: respondemos as 10 dúvidas mais comuns das mulheres

Se você tem vontade de aumentar a família ou já recebeu o positivo, conheça os cuidados necessários para garantir a sua saúde e do bebê nesse período

Resumo da Notícia

  • Saiba os cuidados durante a gravidez em relação ao corpo
  • Descubra como a grávida pode fazer uma dieta sem afetar o bebê
  • Saúde sempre em primeiro lugar
Os hábitos da grávida influenciam diretamente o bebê (Foto: iStock)

Tudo muda depois da gravidez, os sentimentos, as preocupações, o modo de enxergar a vida. No meio de tantas mudanças, uma que costuma chamar muita atenção das mulheres é o corpo. Faz parte do processo: os pés incham, a barriga aumenta e a sensibilidade também. Mas quais são os cuidados para se manter saudável durante essa fase sem deixar de lado a vaidade? A nutricionista da Clínica Ravenna Flávia Fernandes, filha de Vagner e Odilma, e especialista em nutrição clínica respondeu algumas dúvidas e esclareceu dez questões sobre emagrecimento e gravidez. Confira:

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1. A obesidade pode afetar a fertilidade?

Sim! Alguns estudos afirmam que a obesidade afeta a reprodução feminina e também a masculina, pois aumenta o estresse oxidativo e inflamação crônica. O consumo aumentado de carboidrato, maior o índice glicêmico da dieta, impacta na infertilidade e na qualidade dos óvulos.

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2. Como a futura mãe pode se preparar para uma gestação saudável em termos
nutricionais?

Existem evidências que o estilo de vida da mãe e também do pai, antes e durante a concepção, têm um potente impacto na saúde dos filhos por mais de uma geração. O ideal é que o cuidado com a alimentação dos pais já seja pensado por pelo menos três meses antes da concepção, além da importância da prática de atividade física.

Uma alimentação de baixo índice glicêmico, com alimentos anti-inflamatórios (como gengibre, frutas vermelhas, laranja, acerola), suplementação nutricional adequada e uso do ômega 3, ajudam na qualidade dos óvulos. É importante evitar alimentos inflamatórios, como industrializados e ricos em gordura e uso de agrotóxicos.

3. Grávidas podem fazer dieta?

O emagrecimento é muito importante antes de uma gestação para evitar as chances de diabetes gestacional, para favorecer a implantação do embrião e evitar outras complicações durante o período gestacional, além de aumentar a fertilidade. Para as mulheres que já estão grávidas, é contraindicado a perda de peso. Neste caso, a recomendação é o controle do peso gestacional, a fim de evitar o sobrepeso e obesidade gestacional, que ajudam também na redução dos riscos de diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. O controle do ganho de peso e uma alimentação equilibrada são recomendados para um bom desenvolvimento da saúde do bebê. É normal ganhar entre 11 e 16 quilos durante a gestação.

Ganhar peso é normal, mas é preciso ficar atenta caso vá além (Foto: iStock)

4. Por que manter manter uma boa qualidade de nutrientes durante a gestação?

Estudos mostram que as gestantes com obesidade têm filhos com maior perfil de tecido adiposo – na fase adulta, isso favorece o desenvolvimento de resistência à insulina e obesidade. A recomendação inicial é manter uma boa qualidade de nutrientes durante a gestação, para auxiliar no bom desenvolvimento do bebé, controle de peso e redução dos riscos de diabetes gestacional e pré-eclâmpsia que podem aumentar o risco de parto prematuro.

Manter uma dieta equilibrada na gestação, com boa ingestão de fibras, antioxidantes e alimentos de baixo índice glicêmico nutre o bebê e favorece o ganho de peso adequado para o período gestacional, além de evitar sintomas muito frequentes nas gestantes como a azia e a prisão de ventre. Isso também ajuda na formação do paladar do bebê que começa ainda dentro do útero, já que deixa o feto exposto a uma variedade de estímulos sensoriais, e esse paladar pode interferir nas preferências alimentares ao longo da vida.

5. Sobrepeso, obesidade e diabetes gestacional têm alguma relação?

O excesso de peso na gestação está diretamente relacionado ao aumento dos níveis de glicemia, resistência à insulina e consequentemente diabetes gestacional. O excesso de peso proveniente de uma alimentação desequilibrada na gestação favorece o aumento da glicemia sanguínea, que pode prejudicar o desenvolvimento do feto e trazer complicações como parto prematuro e pré-eclâmpsia.

6. Como deve ser a dieta para as mulheres que enfrentam diabetes gestacional?

As orientações nutricionais na diabetes gestacional são semelhantes à dieta para a diabetes comum, em que é necessário a exclusão dos alimentos que tenham açúcar e mel, além de evitar alimentos que contenham farinha branca, como doces, pães, bolos, salgados e massas. As farinhas integrais também devem ser consumidas com moderação, pois levam à variações da glicemia.

7. Sobrepeso e hipertensão na gestação têm relação?

O excesso de peso na gestação está diretamente relacionado ao aumento dos níveis da pressão arterial e uma maior incidência de pré-eclâmpsia, que pode trazer consequências sérias na gestação, como o descolamento prematuro da placenta, parto prematuro e óbito fetal intra-útero, entre outras.

8. Como uma boa orientação nutricional pode ajudar a evitar doenças como a
pré-eclâmpsia?

Entre as orientações nutricionais, o controle do peso gestacional está entre os mais importantes, seguido de uma alimentação com o consumo de fibras, proveniente de frutas, verduras, aveia, linhaça e chia, além do aumento do volume da hidratação, priorizando o consumo de água. Deve-se evitar alimentos industrializados, pois eles apresentam alto teor de sódio. Passe longe dos salgadinhos, bolachas recheadas, macarrão instantâneo, suco em pó, embutidos e refrigerantes.

O cuidado pode continuar durante a amamentação (Foto: iStock)

9. Lactantes podem fazer dieta para perda de peso?

Um estudo acompanhou lactantes que diminuíram o consumo calórico habitual entre 6 a 15 semanas no pós-parto, como resultado, não houve interferência no volume de leite durante a amamentação. Ainda assim, o ideal é aguardar um pouco antes de pensar em fazer dieta logo após o parto. Nos primeiros dias de pós-parto, o foco é o bebê, com a adaptação na rotina da amamentação, pega das mamadas, sono e saúde mental.

Mas não é necessário esperar até o fim da lactação para retomar um plano alimentar acompanhado por um nutricionista ou médico. O ideal é não fazer nada radical e, sim, ajustar os excessos calóricos e seguir uma dieta equilibrada, com frutas, verduras, legumes, proteínas e carboidratos e baixo índice glicêmico, além da adequação calórica conforme a demanda nutricional do bebê em cada fase da amamentação. Outro ponto de extrema importante é manter uma boa hidratação, pelo menos 3 litros ao dia, pois isso ajuda a manter boa produção do leite. E é essencial lembrar: o gasto calórico aumenta durante a amamentação, mas isso não compensa os excessos alimentares, ok? Então, nada de exageros.

10. A alimentação durante a gravidez deve se manter a mesma ou é preciso fazer ajustes?

As demandas nutricionais mudam a cada trimestre da gestação. No primeiro, por exemplo, o embrião pesa gramas, então não demanda tanta energia, mas é importante manter o equilíbrio dos nutrientes para uma boa formação fetal. Já no último trimestre gestacional, o bebê começa efetivamente a ganhar peso, então a demanda de energia e proteína deve ser direcionada para esse período.

O cuidado com a saúde deve ser prioridade em todas as fases da vida, principalmente quando você está gerando outra – que será interferida direta e indiretamente pelos seus hábitos. Por isso, não deixe de cuidar de você! Só uma mãe saudável gera um filho saudável. Para saber mais informações sobre dieta e cuidado com o corpo antes, durante e depois da gestação, acesse o site bit.ly/ravennagestantes.

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