Irmãs nascem com semanas de diferença, uma gerada pela mãe e outra pela avó

No dia 23 de novembro, Kelsie Pierce e o parceiro Kyle deram boas-vindas à Ava em Minnesota, quase 2 meses depois que a mãe dela, Lisa, deu à luz Everly, filha biológica do casal, em Michigan

Resumo da Notícia

  • Uma mãe de 53 anos e uma filha de 31 deram à luz irmãs com semanas de diferença, uma gerada pela mãe e outra pela avó
  • Kelsi passou por dificuldades com a gestação durante 3 anos consecutivos
  • Lisa, a avó das meninas, sempre pensando no melhor para filha decidiu ser barriga de aluguel

Uma mãe de 53 anos e uma filha de 31 deram à luz irmãs com semanas de diferença, uma gerada pela mãe e outra pela avó, que aceitou ser barriga de aluguel da filha ‘infértil’. No dia 23 de novembro, Kelsie Pierce e o parceiro Kyle deram boas-vindas à Ava em Minnesota, quase 2 meses depois que a mãe dela, Lisa, deu à luz Everly, filha biológica do casal, em Michigan.

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‘É só tão surreal’, comentou Kelsie ao ser mãe de dois após ter dificuldades com a gestação por 3 anos consecutivos. “Eu fico me beliscando, eu não acredito que essa seja a minha vida”, complementou a mãe que acreditava ser infértil.

Os pais passaram por vários contratempos para engravidar e esgotaram as economias com cirurgias e fertilizações in vitro (FIV) para terem um bebê. Segundo o DailyMail, Kelsi, inclusive, passou por uma rodada bem-sucedida de fertilização in vitro depois que os médicos descobriram que ela tinha uma reserva ovariana baixa, no entanto, pouco depois ela foi informada de que o revestimento do útero era muito fino para gerar uma gravidez.

A mãe de dois passou 2 anos tentando engrossar o revestimento do útero, mas nada funcionou. O médico acabou ligando para ela e disse que o corpo dela ‘simplesmente não era capaz de engravidar’. “Foi uma conversa muito emocionante, claro, mas entendi que havíamos tentado de tudo”, relembrou ela.

Kelsi e Kyle se depararam com duas opções, ou adotar ou encontrar uma barriga de aluguel para carregar um dos embriões do casal, que custaria cerca de US $ 100.000 ou mais. “Já tínhamos gasto muito dinheiro e ficamos endividados apenas pelo que tínhamos feito antes, então a barriga de aluguel não era uma opção”, explicou ela. “Foi uma época muito deprimente”.

A situação de partir o coração lembrou Lisa de um artigo que ela havia lido há alguns anos sobre uma mãe de 57 anos que havia carregado o bebê da filha.

Eles não tinham mais dinheiro para contratar uma barriga de aluguel (Foto: Reprodução/ People)

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“Quando você tem filhos, quer que a vida deles seja melhor, mais fácil, mais gratificante do que a sua”, disse a avó. “Eu apenas pensei que não tinha $ 100.000 para entregar, mas que ser barriga de aluguel é o que eu posso fazer para tornar seu sonho realidade”, constatou Lisa

“Foi difícil para nós deixá-la [ser barriga de aluguel] por causa dos riscos da idade, mas ela realmente nos convenceu de que queria fazer isso por nós”, contou Kelsi.

A avó foi medicamente aprovada para carregar a gestação no início de 2020, após ter sido avaliada e submetida a uma série de testes. Ela passou por uma transferência de embrião em 7 de fevereiro e soube que estava grávida uma semana depois, em 15 de fevereiro.

As bebês iam nascer com semanas de diferença (Foto: Reprodução/ People)

Kelsi disse que ‘perdeu o controle’ quando acordou e viu que a mãe havia enviado uma mensagem de texto com um teste de gravidez positivo, mas a empolgação não parou por aí. Com a avó grávida a mulher parou de tomar os medicamentos de fertilidade e em março descobriu que também estava grávida.

“Depois de ouvir más notícias por três anos seguidos e nunca sair feliz de uma consulta médica, eu não conseguia acreditar”, disse ela. “Acho que chorei por um mês direto”, lembrou Kelsi.

No entanto, Lisa foi posteriormente diagnosticada com pré-eclâmpsia, uma complicação da gravidez potencialmente perigosa caracterizada por pressão alta, na consulta de 36 semanas. Depois que ela recebeu a informação que teria que parir via cesária em cerca de 12 horas Kelsi e Kylie dirigiram de Minnesota a Michigan, chegando bem a tempo do nascimento de Everly.

“Ela saiu sem cor, não chorou e não pudemos segurá-la imediatamente ou vê-la porque tiveram que transferi-la para outro hospital que tinha uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN)”, disse Kelsi. A saúde de Everly melhorou na UTIN e ela recebeu alta menos de uma semana depois, no aniversário de Kelsi.

A irmã mais nova de Everly, Ava, nasceu sete semanas e três dias depois dela, tornando os Pierces uma família de quatro pessoas.