Juliana Didone faz relato sincero sobre parto da filha que nasceu com ferimentos no crânio

“Rasga tudo o que você criou na sua cabeça e se ouve. Ouve sua filha, ouve o que você quer”, contou a atriz, que passou mais de dois dias em trabalho de parto

Juliana Didone emocionou os fãs ao fazer um relato sincero sobre o parto da filha, Liz, de 2 anos. A atriz contou que se preparou para o parto natural, mas acabou passando por momentos bem delicados.

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Foto: Reprodução Instagram / @julianadidone

“Todo parto marca a mulher, mas, para mim, marcou negativamente. E isso gerou uma frustração muito absurda. Eu tinha me dedicado muito a esse parto. Tinha doula, enfermeira, banheira de plástico no meio da sala. Tinha tudo”, disse ela no programa Boas-Vindas, do canal GNT.

Ela contou que mesmo após horas de trabalho de parto, seguiu sem dilatação, o que começou a gerar um desespero. “As dores começaram a se intensificar. Isso foi uma madrugada inteira. A enfermeira chegou e me tocou. Quando ela falou que eu estava com dois centímetros de dilatação, falei: ‘Não’. Vinte e quatro horas depois que começou esse trabalho de parto, eu fui para o hospital. Ela me tocou de novo, tinha seis de dilatação. Falei: ‘Não é possível’. A cada vez que vinha a contração, eu usava uma força descomunal, e isso se repetiu por muitas vezes. E aí a gente estava na segunda madrugada de trabalho de parto. E aí lá pelas tantas eu ouvi: ‘Não desiste, você vai desistir?’. Mas, ao mesmo tempo que eu sentia já o instinto materno falando ‘esquece, plano B, esquece’, tinha aquelas pessoas falando ‘não, não, não’. E aí a gente tentou Kiwi, um procedimento que hoje nem se usa. Você fala com pediatras e eles acham loucura. É tipo um vácuo, que puxa assim. E eu ali, com minha equipe, sendo motivada a não desistir. ‘Vai, tá quase, tá quase’. Chegou o amanhecer, 6h da manhã. Eu já estava exausta”, afirmou.

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(Foto: Reprodução/Instagram)

No meio do trabalho de parto, ela ligou para a mãe, que a aconselhou a partir para a cesárea. Ao nascer, a bebê estava com ferimentos no crânio causados pela adoção do método não recomendado.

“Acho que às vezes a gente fica muito obcecada, achando que tem que ser isso, que isso é legal. O legal é você estar bem. E aí a gente estava tão em parafuso, que eu liguei para minha mãe. E foi o anjo da guarda. Ela falou: “O quê? Vai para a cesárea agora”. E ali foi uma iluminação de verdade. E a Liz nasceu com uma cesárea de emergência mesmo, com a cabeça toda ferida pelo vácuo. E aí meu mundo caiu. Eu estava muito feliz porque minha filha estava bem e respirando, mas ela já estava em sofrimento, ela teve que ir para encubadora. Depois de tanto esforço, ela ficou nos meus braços dois minutos. Eu me senti péssima, porque em algum momento de tanto estudo, de ir para uma linhagem, de acreditar que essa linha era a certa, a gente quase perdeu nossa filha. Na hora, falei: “Rasga tudo o que você criou na sua cabeça e se ouve. Ouve sua filha, ouve o que você quer”. Tenho certeza hoje de que nosso instinto sempre fala com a gente, só que às vezes é baixinho. Se a gente deixa a voz do outro falar mais, a gente se perde, sabe? Eu acho que nunca falei disso, por isso, estou tão emocionada”, declarou.

(Foto: Reprodução/Instagram)

Muito emocionada, a atriz afirmou que a experiência do parto a transformou para sempre. “Eu fiz tanto esforço físico que não conseguia segurá-la nos braços. Eu não tinha energia. Meu medo se potencializou de que eu causei um sofrimento à minha filha. Nos primeiros dez dias da existência dela, eu fiquei indo em um pediatra atrás do outro. No começo, não tinha sido muito legal, mas a gente também tinha uma vida inteira pela frente para rever conceitos. Eu mudei a percepção que tenho da existência depois que me tornei mãe. Eu ganhei uma coisa que eu nem sabia que desejava tanto”, encerrou ela.

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