Mãe é obrigada a usar máscara durante parto prematuro de gêmeas: “Foi ainda mais difícil”

Priya deu à luz filhas em abril de 2020 – no início de 2020. Mesmo com o surto de coronavírus, estudos comprovavam que grávidas podiam realizar os partos sem a medida de prevenção

Resumo da Notícia

  • Uma mãe foi obrigada a realizar o parto prematuro de gêmeas de máscara - e contou o relato para o portal britânico Metro
  • Priya relata que deu à luz as filhas em abril de 2020 - ápice da pandemia do coronavírus
  • Mesmo assim, estudos levantados na época já comprovavam que mulheres deveriam realizar o parto sem a medida de prevenção
  • Priya ainda conta sobre o choque da família ao encontrá-la na maternidade de máscara, após o nascimento das meninas

Uma mãe contou ao portal de notícias britânico Metro que foi obrigada dar à luz gêmeas prematuras com máscara – mesmo que mulheres em trabalho de parto sejam exceção no uso da medida de prevenção contra o coronavírus, conforme protocolos divulgados pela pesquisa do site “Pregnant Then Screwed”.

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Priya deu à luz as filhas em abril de 2020 – ápice da pandemia no mundo. Foi durante um ultrassom de rotina que ela descobriu que precisaria iniciar o trabalho de parto prematuro das meninas – que estavam com 36 semanas de vida. Segundo a mãe, um dos bebês estava com um vazamento de fluídos que poderia ser prejudicial para o desenvolvimento do outro.

A mãe conta que não imaginava que precisaria usar a máscara durante o parto (Foto: Reprodução/ Unsplash)

“Tive de me consultar com outro médico para confirmar quando eu iniciaria o parto. Nos exames, minha pressão sanguínea estava alta – e me questionaram se eu estava me sentindo bem. Tinha acabado de perder minha avó, que era praticamente uma mãe para mim, e estava com o coração partido”, contou, em entrevista.

Contudo, mesmo com o estresse e a pressão, Priya se dirigiu sozinha para o hospital que daria luz às filhas – sem a presença do marido, por causa da pandemia. “Me deram uma máscara assim que entrei na sala de parto – e me instruíram que a usasse toda vez que alguém entrasse no local. Era uma sala bem movimentada, então eu ficava de máscara a maior parte do tempo”.

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Momentos de tensão

Todo o processo corria bem – até que as contrações de Priya começaram a se manifestar. A partir daí, o uso da máscara foi bem mais do que um incômodo na vida da mãe no início do trabalho de parto. “Minhas contrações começaram e ficar com minha boca e meu nariz cobertos foi realmente péssimo –  principalmente porque estava muito quente no hospital. Mesmo assim, eu estava conseguindo aguentar – porque era o procedimento, e eu ainda não imaginava que teria que manter minha máscara durante o parto”, argumentou.

A mãe ainda conta que o nascimento das meninas foi super lento – e foram mais de 24 horas até que as gêmeas de fato chegassem na família. Priya conta que passou todo esse período sem dormir – já que estava ligada a aparelhos que eram constantemente checados por enfermeiras da maternidade. O marido de Priya só foi autorizado a acompanhá-la no momento do parto.

Priya esteve sozinha na maior parte do trabalho de parto (Foto: Freeoik)

“Na manhã seguinte – dois dias depois que eu dei entrada no hospital para o parto – me instruíram para que eu começasse a empurrar. Eu estava exausta, não havia dormindo há 48 horas, e naquele momento tinha de usar cada pedaço do meu corpo para dar à luz dois bebês”, desabafou. “Comecei a sentir muito calor – e automaticamente abaixei a máscara para aliviar o incômodo. Pude ficar sem ela por pouco tempo, já que uma enfermeira rapidamente a colocou de volta em meu rosto e me contou que eu teria que ficar com a máscara durante todo o parto”.

Priya conta que ficou chocada. “Nunca imaginei que teria de viver a dor e esforço físicos do parto com minha boca e meu nariz cobertos”, comentou. “Eu e meu marido nos olhamos, e soubemos na hora que aquilo seria ainda mais difícil do que tínhamos imaginado”. Mesmo assim, o casal permaneceu calado cooperando com as normas do hospital: “Estávamos no piloto automático, fazendo o que mandavam para que pudéssemos ter logo nossas gêmeas e e irmos para casa”.

“Esse sufoco durou 40 minutos, até que minhas filhas chegassem ao mundo. As enfermeiras me falaram que eu estava me pressionando demais – e que eu não precisava me esforçar tanto para que as duas nascessem de uma vez. Mas eu estava tão cansada e desesperada para que todo aquele desespero acabasse de uma vez, que precisava continuar”, contou ainda Priya.

Priya conta que só foi autorizada a tirar a máscara para tirar uma foto com as filhas, após o parto (Foto: Reprodução/ Metro Uk)

Finalmente, as duas meninas nasceram saudáveis. Mesmo assim, Priya ainda não pôde tirar a máscara, a não ser para uma foto ao lado das recém-nascidas. “Quando meus amigos e família viram minhas fotos no hospital, ficaram muito assustados e me perguntaram porque eu estava de máscara. Na época não questionei – eram as medidas de prevenção do hospital – até que vi um estudo publicado pelo portal “Pregnant Then Screwed”, que confirmava que mulheres em trabalho de parto eram exceção para o uso de máscaras. Fiquei frustrada, pois não pude aproveitar o parto das minhas filhas mais novas do jeito que aproveitei o do meu primeiro filho”.

Priya conta que a família não planeja ter mais filhos e que, por causa disso, fica triste com a ideia de que não terá mais nenhuma lembrança positiva com partos. “Meu marido constantemente me fala que eu fui muito bem e muito corajosa, mas só consigo pensar em como minha experiência com o parto foi bem menos do que eu de fato queria e merecia viver”, finalizou ainda a mãe.