Mãe que tomava pílula anticoncepcional há 8 anos descobre que estava grávida na hora do parto

Uma mulher de 29 anos descobriu que estava grávida ao entrar em trabalho de parto. Com uma gastrite forte ela buscou médicos e foi ao hospital

Resumo da Notícia

  • Ana Paola, de 29 anos, descobriu que estava grávida na hora do parto
  • A mulher tomava pílula anticoncepcional aos 8 anos e não teve praticamente nenhum sintoma de gravidez
  • Emanuelly nasceu saudável no último sábado, 3 de abril

Uma mulher de 29 anos descobriu que estava grávida ao entrar em trabalho de parto. Com uma gastrite forte ela buscou médicos e foi ao hospital. Após alguns exames a equipe descobriu que Manuelly estava pronta para nascer. Felizmente a bebê veio ao mundo saudável, pesando mais de 3 kg e 49 centímetros.

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“Até 2 de abril, eu estava tomando meu anticoncepcional sem pausa. Quem me conhece sabe que eu não sou boa na alimentação, como muita besteira, ou seja, a Manu aguentou tudo isso quietinha, sem fazer um barulho, pois queria vir ao mundo de surpresa. E conseguiu, superou tudo isso, e sofreu com a mamãe reclamando o tempo todo de sua ‘gastrite’. Ela é um doce de menina, e já nasceu super amada por todos!”, disse Ana Paola de Toledo Souza.

Tudo começou, segundo o G1, em agosto de 2020, quando ela, que sempre gostou muito de café, passou a ter muita azia, e não conseguia mais tomar a bebida. “Há oito anos tomo anticoncepcional sem pausa, então, eu não menstruava. Até então, a possibilidade de estar grávida estava descartada”.

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“Meu estômago inchava e eu não tinha enjoo, apenas não tinha apetite. Tudo que comia me estufava rápido, então, a médica receitou alguns medicamentos para gastrite, e me deu um encaminhamento para seguir o tratamento na UPA”, explicou a mãe.\

Ana Paola ficou surpresa ao descobrir que estava grávida durante trabalho de parto (Foto: Reprodução/ G1)

“Passou mais um mês, mais outro mês, e assim foi indo. Eu, com os mesmos problemas de ‘gastrite’, passei a trabalhar temporadas em lojas de roupa, de lanche, trabalhos que exigiam muito tempo em pé. E meu pé estava inchado demais, cheguei a sair dos serviços porque achei que tinha problemas de circulação!”, relembra.

Depois de sete meses, com a pandemia de covid-19 ainda mais grave, Ana ficou em isolamento em casa, e chegou a ganhar alguns quilos. “Mas, não era nada de barriga de grávida, apenas estômago inchado. Não senti nem um batimento, muito menos um chute”, diz.

No dia 1º de abril, Ana acordou com muita cólica, e com a barriga enrijecida. “Eu estava urinando muito branco, me assustei, e quando pesquisei na internet os sintomas, constava que eu estava entrando em trabalho de parto. Desacreditei, tentei descartar essa possibilidade, meu namorado e minha mãe também. Porque não tinha como acreditar que eu estava com um filho na barriga, e já para nascer”, conta.

Com o namorado, ela foi para o hospital e fez exame de urina, que apontou infecção urinária e anemia. Depois, para tirar a dúvida de uma vez por todas, comprou na farmácia um teste de gravidez, ao fazê-lo ficou surpresa com o resultado positivo.

A jovem tomava pílula anticoncepcional há 8 anos (Foto: Reprodução/ G1)

“Na mesma hora, voltamos ao hospital, as contrações estavam aumentando. O médico era o mesmo, e muito atencioso, pediu o encaminhamento para exame de gravidez no hospital. Mas o resultado sairia só depois de oito horas, e a dor estava piorando muito. Não deu para esperar todo aquele tempo, fui ao hospital que tem maternidade antes de dar o horário e só apresentei o teste de farmácia, explicando tudo. Fui encaminhada com urgência para o ginecologista. Nem a equipe médica conseguia acreditar que eu estava grávida”, relata.

Ainda mais impressionante é que a mãe já estava com 4 centímetros de dilatação, ou seja, faltavam apenas 6 para ela ganhar o bebê. “Não deu tempo nem de saber o sexo antes do parto. Simplesmente nasceu uma menina perfeita. Enquanto a médica retirava minha placenta, meu namorado pesquisava o significado do nome Manuelly, que é ‘Deus conosco’, e coincidiu com o que acabamos de viver. Foi inesperado, sem planejamento, mas foi nosso melhor presente. Deus é tão perfeito que a nossa Manu nasceu super saudável. Eu não me cuidei a gestação inteira, tomei vários medicamentos por conta da gastrite, remédios para azia, e faço uso do gardenal, porque, desde pequena, tenho crises convulsivas se não o tomo”, conta.

A menina nasceu no último sábado, 3 de abril, mas Ana e a filha receberam alta nesta terça-feira, 6, e passam bem. “Quem me conhece, e me viu nesses últimos nove meses, tanto amigos quanto pessoas próximas e família, ainda está sem entender onde estava essa barriga com essa menina de 3,2 kg e 49 centímetros”, conclui Ana Paola.