Mãe recebe mais de 500 bolsas de sangue para salvar a vida dela e do filho: entenda porquê

Mulher com doença rara recebe mais de 500 bolsas de sangue para salvar a vida dela e do bebê, no Pará

Resumo da Notícia

  • Thaís Cristina Sousa, com doença rara, recebe 513 bolsas de sangue para salvar a vida dela e do bebê durante o parto, em Belém
  • A paciente ficou mais de um mês internada e precisou recebeu supervisão médica superespecializada
  • A mãe e o filho, com atualmente dois meses, já encontram-se em condições saudáveis

Doações salvam vidas! Thaís Cristina Sousa, de 35 anos, recebeu 531 bolsas de sangue para salvar a vida durante o parto de Saulo Gabriel. A auxiliar administrativa, contou com o apoio de centenas de doações para transfusão de sangue em um mês, na Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMP), em Belém.

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Thaís Cristina Sousa e mãe, após passar por um longo tratamento para salvar a vida pós parto (Foto: Reprodução / G1)

A jovem é diagnosticada com a Síndrome Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT), e teve complicações aos sete meses de gestação. Contudo, precisou realizar uma cirurgia cesariana de emergência, e logo após, foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave. Devido as condições delicadas, o processo de transfusão exigiu um trabalho redobrado e superespecializado. Por precauções, também foi necessário uma grande quantidade de sangue estocado. Já o filho, recém-nascido, recebeu cuidados especiais, devido a condição prematura.

“Não sou uma gata de sete vidas, sou uma onça. Lutei pela minha vida e meu filho lutou pela vida dele. Tivemos muita ajuda para vencer. Obrigada, Deus. Obrigada a quem doa sangue”, declarou a mãe ao Jornal G1.

“Quando a gente precisa fazer a reposição com plasma humano, geralmente, é uma quantidade muito grande de plasma exigida. Se não houver voluntários disponíveis e sensibilizados para a doação no Hemopa, não teríamos como proceder esse tipo de tratamento, por isso a doação de sangue é muito importante. Salva vidas”, explicou a médica Patrícia Arruda, do Hemopa.

“Era uma situação clínica delicada, com plaquetas baixíssimas e formação de trombos por causa da doença PTT. Havia risco de perda gestacional, risco de morte para a gestante e risco de agudização com sequelas para ambos”, contou o médico Daniel Lima, hematologista e hemoterapeuta da Santa Casa e do Hemopa, ao Jornal G1.

Thaís já havia tido dificuldades na gestação passada, em 2019. Ela passou por uma gravidez ectópica, quando o óvulo fertilizado fica fora da região do útero, ocasionando uma hemorragia interna. Em 2020, engravidou novamente do segundo filho, que atualmente, encontram-se saudáveis. Saulo Gabriel, já está com dois meses de vida. A paciente foi diagnosticada com PTT em 2016.