Mulher sofre assédio por estar grávida: “Só sabe fazer filho”

Quando a atendente de caixa foi contar para o chefe que estava grávida, ele provavelmente ficou bravo e soltou um comentário extremamente ofensivo e a empresa precisou pagar 7 mil reais de indenização

Resumo da Notícia

  • Uma atendente de caixa foi comunicar ao chefe que estava grávida e ele acabou fazendo um comentário ofensivo
  • O cometário foi considerado como assédio e a mãe decidiu processar a empresa
  • A indenização foi de 7 mil reais
(Foto: reprodução/ Getty Images)

Uma mãe de Foz do Iguaçu, no Paraná, precisou entrar na justiça contra o chefe ao ser ofendida quando contou que estava grávida.  Além de ser uma situação de constrangimento e humilhação, diante da Justiça, é um caso de assédio moral.

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“Só sabe fazer filho”, disse o chefe. A empresa foi condenada a pagar 7 mil reais por causa do comentário. A mulher era atendente de caixa de uma rede de supermercados e decidiu entrar na justiça depois que se sentiu completamente constrangida pela chefe, que era sua supervisora.

O caso foi julgado pela 5ª turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª região. O colegiado considerou que a agressão verbal sofrida pela funcionária feriu “o princípio da dignidade da pessoa humana” e caracteriza assédio moral, sendo passível de indenização, segundo o Uol.

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Segundo consta no processo: “A reclamante ao comunicar a sua superior de que estava grávida, a mesma lhe respondeu que ‘só sabe fazer filho’ ao invés de se preocupar em trabalhar. E após o término da licença, quando solicitou o horário que nosso ordenamento determina para amamentação a sua encarregada lhe disse que “‘o bebê tem que se adequar ao horário que a empresa dispõe para tal e não o horário que ele quer mamar”. Assim, diante da conduta da representante da reclamada e o ambiente de trabalho proporcionado por ela, esta caracterizado o assédio moral, sendo passível de indenização”.

Segundo o desembargador Sérgio Guimarães Sampaio, a conduta da chefe foi abusiva, desrespeitosa e “carregada de preconceito social”, o que interferiu no ambiente de trabalho de sua subordinada e prejudicou seu convívio com os demais empregados, segundo o site.

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