Ômega 3: saiba todos os benefícios para a boa nutrição da gestante e qual suplemento tomar

Hábitos saudáveis devem ser seguidos a vida inteira e precisam começar desde cedo. Entenda a importância de mantê-los na gestação e durante a amamentação

Resumo da Notícia

  • É superimportante adquirir hábitos saudáveis o quanto antes
  • Ter uma boa alimentação, fazer exercícios e tomar os suplementos certos fazem toda a diferença
  • Entenda a importância do ômega 3 na gravidez

Quando planejamos aumentar a família, é preciso se preparar desde cedo e cuidar do corpo para as mudanças que estão por vir. Isso inclui ter uma boa alimentação, praticar exercícios físicos e ainda tomar as suplementações necessárias para manter a mãe e bebê saudáveis em um momento tão especial.

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É preciso manter hábitos saudáveis desde cedo (Foto: Getty Images)

Pensando nos 1100 dias, período que representa os três meses da concepção, nove meses da gestação e os dois primeiros anos de vida do bebê, é preciso manter uma boa nutrição. A longo prazo, os benefícios são imensos e garantem a base necessária para a aquisição de hábitos saudáveis.

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística¹, os hábitos alimentares dos brasileiros estão cada vez mais preocupantes, pois há uma maior substituição de frutas e hortaliças por alimentos processados, práticos e calóricos. “Poucas pessoas têm a oportunidade de almoçar em casa, não sobra muito tempo para se dedicar à alimentação equilibrada, com espaço para adotar a recomendação do consumo pelo menos cinco dias na semana, de frutas, verduras e hortaliças. Atualmente, ¾ da população brasileira não faz o consumo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)” explica o Dr. Eduardo Borges da Fonseca, especialista em ginecologia e obstetrícia e pós-doutorado no Harris Birthright Centre, King’s College Hospital em Londres.

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Para as mulheres que pretendem engravidar, é importante procurar as orientações de um profissional e complementar a alimentação quando necessário. Entre os nutrientes mais importantes para a futura mamãe e o bebê temos os seguintes: ácido fólico, ferro, zinco, vitamina B12, vitamina D, cálcio e ômega-3².

A gestação (na prática!)

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a suplementação diária oral de ferro e ácido fólico é recomendada como parte da assistência pré-natal para reduzir o risco de baixo peso no nascimento, anemia materna e deficiência de ferro. Nas primeiras semanas, o ácido fólico³ é essencial para a gestação, pois influencia diretamente no desenvolvimento do embrião. Para o ácido fólico, por exemplo, recomenda-se que sua suplementação seja iniciada e feita diariamente, pelo menos um mês antes da gravidez ou o quanto antes possível. “Essa vitamina do complexo B colabora para o fechamento do tubo neural e para o desenvolvimento do sistema nervoso. O mesmo deve ser feito com a suplementação do ferro, mineral fundamental para se evitar anemias. É sabido que quase 1 em cada duas gestantes no mundo apresentam anemia. Portanto, o cuidado para se evitar a deficiência desse micronutriente é muito importante³”, comenta o Dr. Eduardo.

Ter uma boa alimentação, praticar exercícios físicos e tomar as suplementações recomendadas fazem toda a diferença (Foto: Getty Images)

Mas o assunto não para por aí: para evitar deficiências desses e de outros micronutrientes, os especialistas recomendam considerar a suplementação também na gestação e no período de aleitamento. “É preciso analisar os hábitos alimentares e, às vezes, ponderar quais são as necessidade de cada gestante e lactante para implementar a melhor estratégia nutricional”, afirma o médico.

Ao longo das trinta e seis semanas de gestação, os efeitos de absorver os nutrientes podem impactar positivamente pela vida inteira. No ventre materno, o organismo do bebê em desenvolvimento necessita de constante aporte nutricional, dependendo 100% da nutrição materna. Portanto o cuidado contínuo com a nutrição nessa fase é fundamental. Esse cuidado possibilitará o melhor desenvolvimento possível para que o bebê nasça da forma mais adequada e preparada para enfrentar a vida.

Benefícios do ômega-3

Na alimentação, certos tipos de gorduras também são muito importantes – o ômega-3, por exemplo, que pode ser encontrado em alimentos como: frutos do mar, camarões, mariscos, peixes e também na linhaça, amêndoas, nozes, entre outros. Além disso, pesquisas⁷ indicam que ele pode trazer efeitos benéficos no controle da glicemia, pressão sanguínea, variabilidade da frequência cardíaca e redução de lipídios e lipoproteínas. Quando os níveis estão baixos, é possível suplementar, desde que um profissional seja consultado.

Ômega 3 Natele (Foto: Divulgação)

Pesquisas recentes⁷ sugerem que o consumo de ômega 3 na gravidez, seja por meio de suplementos ou alimentos, tem o poder de ajudar na redução do risco do bebê nascer com baixo peso. Esse e outros estudos que apontam nessa direção tem feito com que sociedades, como a Associação Brasileira de Nutrologia – ABRAN -, façam recomendações para que se suplemente o ômega-3 durante a gestação. “O ômega-3 tem sido muito estudado tanto em condições como a gestação, como para outras situações como doenças cardiovasculares”, comenta Dr Maurício de Souza, neurologista e líder médico da área de produtos de consumo da Bayer. “No caso dos cuidados nutricionais da gestante e do futuro bebê, há indícios de que a ingestão desse micronutriente pode ajudar na manutenção da saúde da mamãe e do bebê também durante o período de amamentação. Deve-se considerar a suplementação, principalmente em um país como o nosso, onde o consumo de alimentos com ômega-3 muitas vezes não é o adequado, por diversas razões”, complementa.

Referências:

1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Coordenação de Trabalho e Rendimento. Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009: análise do consumo alimentar pessoal no Brasil. Rio de Janeiro, RJ: IBGE, 2011.

2. Hanson MA, Bardsley A, De-Regil LM, et al. The International Federation of Gynecology and Obstetrics (FIGO) recommendations on adolescent, preconception and maternal nutrition: “Think Nutrition First”. Int J Gynaecol Obstet. 2015;131 Suppl 4):S213-53.

3. OMS. Diretriz: Suplementação diária de ferro e ácido fólico em gestantes. Genebra: Organização Mundial da Saúde; 2013.

4. Rosen CJ. Clinical practice. Vitamin D insufficiency. N Engl J Med. 2011; 364(3): 248-54.

5. Akbari S, Khodadadi B, Ahmadi SAY, et al. Association of vitamin D level and vitamin D deficiency with risk of preeclampsia: a systematic review and updated meta-analysis. Taiwan J Obstet Gynecol. 2018; 57(2):241-7

6. Gonçalves DR, Braga A, Braga J, Marinho A. Recurrent pregnancy loss and vitamin D: a review of the literature. Am J Reprod Immunol. 2018; 80(5):e1 3022

7. Middleton P et al. Omega-3 fatty acid addition during Pregnancy. Cochrane Database of Systematic Reviews 2018, Issue 11

L.BR.MKT.12.2020.11824

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