Parto humanizado na água diminui dor e gera benefícios para a mulher, mostra estudo britânico

Foi observado que nesses casos reduziu o número de aplicação de anestesias epidurais, injeções de opióides e hemorragias pós-parto

Resumo da Notícia

  • Pesquisa, divulgada pela revista britânica BMJ, mostra que mulheres que tiveram parto humanizado gera benefícios para mãe e bebê
  • O estudo utilizou dados de 157.546 nascimentos realizados em unidades obstétricas, casas de parto ou ambientes domiciliares no Reino Unido
  • Foi observado que nesses casos reduziu o número de aplicação de anestesias epidurais, injeções de opióides e hemorragias pós-parto

Pesquisa, divulgada pela revista britânica BMJ, mostra que mulheres que tiveram parto humanizado na água sentiram menos dor e também diminuiu a necessidade de intervenções médicas. O estudo utilizou dados de 157.546 nascimentos realizados em unidades obstétricas, casas de parto ou ambientes domiciliares no Reino Unido.

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Mulher engravida de dois pares de gêmeos idênticos de forma espontânea, após sofrer quatro abortos
O parto na água permite uma melhor irrigação sanguínea para a mulher, melhor relaxamento muscular e a dilatação do colo do útero ocorrer de forma mais acelerada (Foto: Freepik)

Segundo os pesquisadores, os resultados foram positivos para as mulheres. Foi observado que nesses casos reduziu o número de aplicação de anestesias epidurais, injeções de opióides e hemorragias pós-parto. Além disso, as gestantes relataram que sentiram menos dor com essa experiência e foram menos submetidas à episiotomia, incisão feita na região do períneo para ampliar o canal de parto.

Dar à luz em uma banheira se tornou uma das maneiras mais populares de parto nos últimos anos porque ele traz muito conforto para a grávida. “O parto na água permite uma melhor irrigação sanguínea para a mulher, melhor relaxamento muscular e a dilatação do colo do útero ocorrer de forma mais acelerada. Isso tudo reduz a dor tanto para a mulher, como também promove melhor bem-estar ao bebê. É também um dos que menos trauma causa à criança, que sofre menor interferência de luz e som durante seu nascimento”, explica a obstetra, sexóloga e mãe de Giulia e Isabella, Erica Mantelli.

No entanto, é preciso ficar de olho: não são todas as mulheres que podem dar à luz na água. Mulheres com bebês acima de quatro quilos, diabéticas, gestações de alto risco ou com alguma complicação, que precisam ser monitoradas com frequência muitas vezes não conseguirão realizar o parto na água por causa das questões de saúde dela e do filho.

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