Pesquisa mostra que grávidas negras e hispânicas podem ser 5 vezes mais expostas ao coronavírus

Divulgada pela revista científica Science Immunology, o estudo apontou os resultados dos testes, que foram realizados em dois hospitais da Filadélfia, nos Estados Unidos

Resumo da Notícia

  • A pesquisa foi divulgada pela revista Science Immunology
  • O estudo foi feito em dois hospitais da Filadélfia, nos Estados Unidos
  • Os resultados deixaram os médicos impressionados
  • Eles ainda fizeram um alerta sobre a situação

Um estudo, publicado na revista científica Science Immunology, mostrou que mulheres grávidas negras e hispânicas têm cinco vezes mais chances de serem expostas ao novo coronavírus do que as brancas e asiáticas.

A pesquisa foi realizada em dois hospitais da Filadélfia, nos Estados Unidos (Foto: Unsplash)

Durante a pesquisa, foi medido os níveis de anticorpos SARS-CoV-2 para indicar a taxa de exposição ao vírus em mulheres grávidas de dois hospitais da Filadélfia. Os médicos ficaram surpresos com os resultados, pois descobriram que 6,2% tinham os anticorpos e destas, 9,7% são mulheres negras, 10,4% hispânicas/latinas, 2% em brancas e 0,9% em asiáticas.

Scott Hensley, autor do estudo, explicou que: “As mulheres grávidas são bastante representativas da exposição na comunidade, e esses dados fornecem mais evidências, além do que já sabemos com o COVID-19, de que a saúde e a equidade socioeconômica estão indissociavelmente ligadas. Felizmente, isso ajudará a levar a políticas que abordem essas desigualdades”.

Com o estudo, os pesquisadores puderam cruzar os dados e informarem a necessidade de cuidar das grávidas durante a pandemia. A partir disso, é possível entender o vírus na comunidade e na desigualdade de fatores socioeconômicos.

Os resultados deixaram os médicos assustados (Foto: Getty Images)

“A identificação da disparidade na exposição ao vírus ajudará idealmente a descobrir o que está causando essas diferenças, incluindo fatores enraizados no racismo sistêmico, e informará as medidas de saúde pública destinadas a prevenir novas infecções”, completou Karen Marie, também autora do estudo.