Pressão alta na gravidez: o que é, quais são os fatores de risco e os principais sintomas

A hipertensão durante a gestação pode ocasionar problemas sérios de saúde tanto para a mãe quanto para o bebê. Fique atenta aos sinais e faça acompanhamento médico desde o início

Resumo da Notícia

  • 5 % das gestantes têm pressão alta durante a gravidez
  • Existem fatores de riscos que deixam mulheres mais propícias a ter hipertensão durante a gestação
  • Não cuidar dessa condição pode trazer riscos para a mulher e o bebê
  • É importante consultar o médico e fazer acompanhamento constante

Com um bebê a caminho, muita coisa muda na vida da mulher. Além da nova rotina com os preparativos para a chegada do recém-nascido, o corpo da gestante sofre várias alterações, tanto externas quanto internas. 

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Depois de algumas semanas já conseguimos identificar uma mulher grávida logo de vista, só pelo tamanho da barriga. Mas nem todas as transformações são visíveis como, por exemplo, o aumento da pressão da gestante. 

O que é a pressão alta na gravidez?

Mulheres grávidas vacinadas durante a gestação transmitem anticorpos aos bebês (Foto: Getty Images)
5 % das gestantes têm pressão alta durante a gravidez (Foto: Getty Images)

A hipertensão durante a gravidez é uma condição que atinge aproximadamente 5 % das gestantes e pode acarretar uma série de complicações para a mãe e para o bebê. Quanto mais precoce se manifestar, maior a gravidade da doença. Um acompanhamento médico desde a descoberta da gravidez é superimportante para que seja tratada da maneira correta e não haja complicações.

Quais são as causas?

De acordo com Ana Claudia Frabetti Koiffman, ginecologista, obstetra, especialista em gestação de alto risco e mãe de Maria Luiza, os médicos ainda não sabem ao certo o que causa a hipertensão, mas é uma doença imunológica que leva à alteração na circulação da placenta e, consequentemente, traz problemas para o bebê.

Fatores de risco 

É claro que se o acompanhamento médico for feito corretamente, desde a descoberta da gestação, a identificação da pressão alta na gravidez é rápida e pode ser controlada. Ainda assim, existem fatores de risco que as grávidas precisam levar em consideração. Mulheres que se enquadram nas seguintes condições específicas devem ficar atentas:

  • Idade acima de 40 anos
  • Obesidade
  • Diabetes
  • Pré-eclâmpsia na gestação anterior
  • Gestação múltipla
  • Histórico prévio de hipertensão arterial
  • Ocorrência de doenças autoimunes

Quais são os principais sintomas? 

Além do pré-natal e da realização periódica de exames, ainda existem sintomas que podem ajudar a identificar a pressão alta na gravidez. São eles:

  • Inchaço nos braços e nas pernas causado pela retenção de líquidos
  • Dor de cabeça e na nuca
  • Visão embaçada
  • Sensibilidade à luz, mesmo que não seja tão forte
  • Surgimento de proteína na urina
  • Restrição de crescimento fetal
  • Diminuição de líquido amniótico

Existe tratamento? 

As medicações que reduzem a pressão arterial são a melhor forma de controlá-la, mas você não deve se automedicar, é imprescindível ter a prescrição médica para isso . “Por ser uma doença que ocorre quando o próprio sistema imunológico não funciona corretamente, a atividade física não interfere, sendo até contraindicada em alguns casos”, explica Ana Claudia. Em casos graves, a única forma de tratamento definitivo é a antecipação do parto, muitas vezes antes das 37 semanas de gestação, levando à prematuridade.

O bebê pode nascer prematuro Foto: Getty Images)

O acompanhamento médico é importante, pois a pressão alta na gravidez pode ocasionar problemas sérios de saúde tanto para a mãe quanto para o bebê. No caso da mãe, pode ser desenvolvida a hipertensão arterial crônica, que eleva o risco de infarto e de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Também pode causar o envelhecimento placentário e, consequentemente, restrição de crescimento fetal ou diminuição do líquido amniótico. Para o bebê, nos casos em que o parto precise ser antecipado, ele pode nascer prematuro.