Projeto de lei que regulamenta volta de grávidas não vacinadas ao trabalho presencial vai a sanção

Durante a pandemia da covid-19 as gestantes estavam proibidas de ir presencialmente para o trabalho

Resumo da Notícia

  • Projeto de lei que permite gestantes trabalharem presencialmente foi aprovado
  • As gestantes estavam proibidas de irem presencialmente ao trabalho
  • Agora a lei irá ser sancionada pelo presidente da República

O projeto de lei que regulamenta a volta de gestantes não vacinadas ao trabalho presencial foi aprovado na última quarta-feira. Durante o período de pandemia da covid-19 as grávidas estavam proibidas de trabalhar presencialmente, porém agora elas poderão.

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Agora as gestantes que decidiram não se vacinar podem ir presencialmente ao trabalho, e aquelas que ainda não completaram a imunização ficarão em casa trabalhando remotamente. Um trecho que havia sido excluído pelo Senado, porém, foi resgatado pela Câmara e permitirá a volta ao trabalho das gestantes que “optaram” por não se vacinar. Elas terão que assinar termo de responsabilidade se recusarem o imunizante, mas poderão voltar às atividades.

As grávidas poderão voltar a trabalhar presencialmente
As grávidas poderão voltar a trabalhar presencialmente (Foto: Getty Images)

Em plenário, a relatora Paula Belmonte (Cidadania-DF) foi criticada pela oposição, que tentou obstruir a votação. Argumentaram que, enquanto os parlamentares trabalham em modelo remoto, as gestantes serão obrigadas a se deslocar para o trabalho, mesmo com a propagação ainda não controlada da variante Ômicron.

Ao tratar do assunto, Belmonte disse que o projeto não obriga as gestantes a retornarem ao trabalho, mas “dá a liberdade” para que voltem a exercer a profissão. O trecho em questão, na primeira fase da tramitação, foi incluído após sugestão do PSL, cuja bancada é, em parte, fiel ao presidente Jair Bolsonaro.

Apesar dessa regra, o projeto estabelece que as gestantes que ainda não tomaram a segunda dose, mas que ainda vão completar o ciclo vacinal e não têm condições de realizar o trabalho remoto, terão sua gravidez considerada de risco. Assim, receberão um salário-maternidade até que a imunização esteja completa.