Relato de mãe: “Testei positivo para covid-19 enquanto estava em trabalho de parto”

Donna Magliato estava respeitando o isolamento social e tomando todas as medidas possíveis para manter ela e o bebê a salvo. O resultado chocou e o nascimento não aconteceu como ela esperava

Resumo da Notícia

  • Mãe descobre que está infectada com coronavírus durante o trabalho de parto
  • Ela estava respeitando o isolamento social
  • O resultado foi um choque
  • Confira relato completo

Donna Magliato estava respeitando o isolamento social e tomando todas as medidas possíveis para manter ela e o bebê a salvo. Foi então que, em um exame durante o parto, descobriu que estava infectada. O nascimento foi um tanto quanto problemático e foi bem diferente do que ela estava esperando.Veja o relato.

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Ela descobriu que estava contaminada no momento do parto (Foto: Arquivo Pessoal / Parents)

“Meu noivo Joe e eu estávamos cumprindo o isolamento social desde fevereiro – nem tínhamos visto minha família. Todas as nossas compras foram feitas por meio de aplicativos e meu chá de bebê foi cancelado. Eu saia de casa apenas para fazer minhas consultas semanais.

Como uma futura mãe dando à luz em Nova Jersey, uma das cidades com mais casos da doença nos Estados Unidos, tive que tomar cuidado para não me contaminar com o novo coronavírus. Tudo estava indo bem, exceto por um problema de sinusite relacionado ao clima no final da gravidez.

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Minha bolsa estourou em 11 de junho e, quando as contrações começaram, vomitei. Enquanto minha doula virtual me atendia por telefone, ela disse: “Você está em trabalho de parto!”. Eu estava com calor e era terrível. Fiquei em casa a noite toda e só fui para o hospital quando entrei no trabalho de parto ativo. Quando cheguei no hospital, estava fraca e desidratada. Depois de muitas picadas, eles finalmente me colocaram no soro e me senti melhor.

As coisas começaram a melhorar e fiquei feliz que meu trabalho de parto estava progredindo bem. Foi aí que eles decidiram fazer um teste nasal de covid-19 em mim. Alguém se aproximou de mim e fez o teste, sem mais nem menos, no meio de uma contração”.

O resultado

“As contrações estavam aumentando, então minha parteira me indicou a banheira. Tive sorte do hospital ter acabado de reabrir as banheiras de parto. A água quente fez meu corpo ficar mais leve. Inclinei-me para o lado por cerca de cinco minutos quando uma enfermeira entrou na sala e disse: “Você tem COVID. Você tem que sair da banheira“. Não acreditei nela porque tudo tinha corrido bem com a gravidez até agora.

“Por favor”, eu disse , “quero outro teste. Acho que é um falso positivo”. Disseram-me que a taxa de falsos positivos de coronavírus é de cerca de 2% e eles não me testariam novamente. O administrador ligou, insistindo que Covid-19 era uma doença altamente infecciosa e disse que precisariam levar o bebê após o nascimento para garantir a proteção dele. Joe seria o cuidador principal e eu poderia bombear meu leite materno para ele alimentar o bebê com uma mamadeira.

“Eu tenho escolha?”, eu perguntei. Eles insistiram que eu seguisse o protocolo, mas finalmente admitiram que eram apenas recomendações, e eu tinha um folheto dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dizendo que eu poderia amamentar. Eles me deram uma máscara e eu tirei o melhor proveito, embora não conseguisse recuperar o fôlego. Eu queria me mover, andar e agachar, mas eu tive que voltar para a cama para me conectar aos monitores fetais e iniciar uma série de procedimentos para tirar o bebê mais rápido por causa do coronavírus”.

Mudança nos planos

Relato de mãe: “Testei positivo para covid-19 enquanto estava em trabalho de parto” (Foto: arquivo pessoal / Parents)

“Em pouco tempo, estava com muitos equipamentos de proteção individual. Certamente não estava tendo a experiência que tanto desejava e havia me preparado para o meu parto. Concordei com uma anestesia epidural 20 horas após o início do trabalho de parto, embora fosse a última coisa que eu queria. Eu queria uma experiência não medicamentosa. Eu confiava que iria superar isso, mas meu colo do útero inchou com o empurrão, então assim que eles me deram o alívio da dor, eu finalmente descansei. As coisas pareciam fora do meu controle.

“É hora de empurrar; vamos empurrar esse bebê”, disse a parteira quatro horas depois. Eu estava entorpecida naquele ponto e desconectada. A cada empurrão, eu me sentia como se não estivesse fazendo nada e não conseguia respirar profundamente por causa da máscara. Eles tentaram várias coisas mas nada funcionou. A frequência cardíaca do meu bebê diminuiu por dois minutos. Fiquei de quatro até a frequência voltar. Depois disso, Joe queria que eu fizesse uma cesariana, mas eu queria empurrar mais algumas vezes. O bebê não se mexia – eles até tentaram o extrator a vácuo – então me levaram para uma cesariana.

“Eu sou um risco biológico”, eu disse enquanto eles me levavam para a sala de cirurgia, meu rosto e corpo sob um lençol branco, porque eles estavam com medo de que eu espalhasse COVID-19 respirando. A cesariana foi rápida, e então senti alívio.

“Bem-vindo!”, disse o médico, puxando o bebê para fora. Eles aspiraram sua mucosa e, quando ouvimos seu choro, sabíamos que nossas orações foram atendidas. Eles o seguraram e então ele foi levado para exames de recém-nascido. Eu estava com o coração partido por não poder abraçar meu filho, mas eles disseram que o trariam de volta em meia hora”.

Depois do nascimento

“Demorou pelo menos duas horas para o efeito da anestesia passar e eu entrar em um quarto na ala COVID. Eu estava sob o lençol de novo e Joe parecia ridículo em todo o equipamento de proteção, arrastando nossas coisas pelo corredor em uma bolsa vermelha de “material perigoso”.

“É assim que vamos nos comunicar”, disse a enfermeira, dando-me seu número de celular. Quando chegasse a hora do café da manhã, ela traria tudo o que eu precisasse. As enfermeiras foram incríveis, empáticas e cuidaram bem de mim, apesar da situação. Se eu tivesse uma pergunta, precisava enviar uma mensagem de texto para eles. Continuei mandando mensagens de texto sobre o bebê que eles me disseram que estava sendo cuidado separadamente dos outros. “Ele está dormindo. Ele está indo muito bem. Ele está feliz”. Eles me tranquilizaram todas as vezes, mas nunca o trouxeram. Chorei, chorei e cochilei enquanto Joe dormia. Eu me senti tão sozinha porque só queria segurar meu bebê.

Cerca de quatro horas depois, eles finalmente trouxeram meu filho em uma incubadora. Ele era simplesmente perfeito. Usávamos máscaras quando o seguramos, o que foi uma tortura, porque toda vez que ele nos via, nossos rostos ficavam cobertos. Eu só queria tirar essa máscara, especialmente quando amamentei. Eles o testaram 24 horas depois e, felizmente, o resultado foi negativo.

Fiquei no hospital por 48 horas após minha cesariana antes de ir para casa, onde continuei a tomar precauções. Desde então, testei negativo para COVID-19. No final, sou grata por meu filho estar saudável, apesar do parto problemático e diferente do que idealizei”.

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