Vacina CoronaVac tem 85% de eficácia contra casos graves em grávidas

Estudo foi publicado na revista científica The Lancet, realizado por pesquisadores do Brasil e Reino Unido

Resumo da Notícia

  • Estudo afirmou que a vacina CoronaVac tem 85% de eficácia em grávidas contra casos graves
  • Não houve nenhum óbito de gestantes que receberam uma ou duas doses da vacina
  • O mesmo estudo demonstrou a importância da terceira dose

Um estudo realizado por pesquisadores do Brasil e Reino Unido, afirmaram que a vacina CoronaVac é capaz de prevenir 85% de casos graves de Covid-19 em mulheres grávidas. Os resultados foram publicados na revista científica The Lancet.

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Além da forte proteção, a nota também afirmou que não houve óbitos de gestantes que receberam uma ou duas doses da vacina.

CoronaVac tem 85% de eficácia em grávidas
CoronaVac tem 85% de eficácia em grávidas (Foto: Reprodução / Getty Images)

“Um regime completo de CoronaVac em gestantes foi eficaz na prevenção dos casos sintomáticos de Covid-19 e altamente eficaz na prevenção da forma grave da doença”, afirmaram os cientistas do estudo.

O mesmo estudo afirmou que repetir dose reforço da vacina Pfizer contra a Covid-19, mantém a imunidade contra sintomas graves causados pelo vírus. O estudo foi publicado em uma das revistas científicas mais importantes do mundo, a “The Lancet”.

A pesquisa contou com a observação de mais de 1 milhão de pessoas em Israel, que tomaram ou não a 3º dose da vacina Pfizer. O intervalo das dose reforço utilizado por eles, foi  mesmo anunciado pelo Ministério da Saúde no Brasil. A marca preferencial é essa, no entanto, ainda não há uma decisão concreta se irá valer para quem já tomou as duas primeiras doses dessa vacina.

Segundo dados informados pela pesquisa, em Israel, com apenas duas doses foram registradas 231 internações. Já o grupo que recebeu a terceira dose, foram 29. Em relação a óbitos, sem a dose reforço houveram 44. No grupo de pessoas que receberam a terceira, foram 7.

“Nossa escolha é apoiada por altas concentrações de anticorpos em indivíduos 7 dias após a administração da terceira dose”, afirmam no estudo. “É possível, entretanto, que algum grau de proteção comece mais cedo”, acrescentaram.

“Embora um aumento na produção de anticorpos possa ser identificado nos dias 3-5 após a administração da segunda dose de vacinas de RNA mensageiro contra o Sars-CoV-2, para outras vacinas (por exemplo, influenza), anticorpos e células secretoras de anticorpos são detectados já no dia 2 após uma dose de reforço”, continuou a nota.
“Essa proteção é denominada efeito pós-exposição e está bem estabelecida na vacinação para outros patógenos, como varicela, sarampo e hepatite A”, concluíram.

Já no Brasil, após a conclusão do esquema vacinal, o Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira, 16 de novembro, que todos os adultos poderão receber a dose adicional da vacina contra a covid-19. Antes, a medida só era autorizada para alguns grupos de risco.

Para tomar a dose de reforço, é necessário esperar o intervalo de cinco meses após a segunda dose e ter mais de 18 anos. Mais de 12,4 milhões de brasileiros estão aptos, em novembro, a tomar a dose de reforço, de acordo com a coletiva dada pelo ministério.

A preferência é que seja usada a dose da Pfizer como reforço. Mas na prática, a aplicação pode ser diferente para quem tomou determinados tipos de imunizantes. Isso porque, segundo um estudo da Universidade de Oxford, encomendado pelo Ministério da Saúde,  a vacinação heteróloga, isto é, com imunizantes de laboratórios diferentes, aumenta a resposta imune.

Vacina, sim!

Ainda na coletiva de imprensa desta terça-feira, o Ministério da Saúde divulgou a campanha de megavacinação contra o coronavírus. O objetivo é reforçar a importância de completar o esquema vacinal (dose única ou duas doses) para garantir a proteção de toda a população.

“Muitos não procuraram as unidades de vacinação para tomar a segunda dose. É fundamental essa segunda dose para que se complete o esquema vacinal”, disse o ministro Marcelo Queiroga.

Terceira dose de reforço passará a ser aplicada no Brasil (Foto: Freepick)

De acordo com Gerson Salvador, médico especialista em infectologia e saúde pública da Universidade de São Paulo (USP), pai de Laura, Lucas e Luís, esse é o momento de ampliar a vacinação. “Seja com duas doses para aqueles que não receberam ou para ampliar a vacinação de adolescentes e de crianças acima de cinco anos. A imunização é fundamental e teria impacto direto na diminuição da circulação do vírus”, garante.