Vídeo mostra último momento de vida de grávida que foi encontrada sem bebê no útero

Thaysa Campos do Santos, de 23 anos foi achada morta em setembro de 2020 e os policiais investigam o responsável pelo crime até hoje

Resumo da Notícia

  • Foi divulgado um vídeo dos últimos momentos de vida de Thaysa
  • No registro, ela aparece junto a um homem
  • Esse homem a empurra pela estrada

Foi divulgado um vídeo gravado por uma câmera de segurança, que mostra os últimos momentos de vida de Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos. A manicure aparece grávida de 8 meses junto com o suspeito de envolvimento no assassinato dela. Na gravação, que dura exatos 12 segundos, um homem ligeiramente calvo, veste um blusão e uma bermuda e empurra a manicure à linha férrea.

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Thaysa aparece com um homem a empurrando no vídeo
Thaysa aparece com um homem a empurrando no vídeo (Foto: Reprodução / EXTRA)

Na gravação é possível ver que no meio do caminho, Thaysa para e tenta voltar no caminho. Mas o homem a pega pelo pescoço, a obrigando a seguir para as proximidades do local onde acabou sendo assassinada. Confira o vídeo aqui!

Exumação do corpo

Thaysa Campos do Santos, de 23 anos, estava grávida de 8 meses quando foi morta em setembro do ano passado. E resultados preliminares da exumação do corpo da manicure revelaram que o bebê que estava dentro do ventre dela não estava lá. A conclusão é a mesma de um laudo cadavérico, feito por um legista na época do assassinato, no Instituto Médico-Legal do Rio. Não foi possível  identificar o motivo da morte dela por conta do estado avançado de decomposição do corpo.

A exumação do corpo de Thaysa ocorreu na última sexta-feira, no Cemitério da Penitência, no Caju (Foto: Reprodução / EXTRA)

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está investigando o caso e tenta descobrir quem matou Thaysa e o que ocorreu com Isabella, nome escolhido pela vítima para a filha. Durante os exames pós exumação uma perita especializada em antropologia forense, especialidade que busca, entre outras coisas a causa de uma morte, recolheu amostras da medula óssea da jovem assassinada. Caso elas estejam preservadas, passarão por uma cuidadosa análise toxicológica. Esse resultado poderá explicar, por exemplo, se Thaysa teria sido obrigada a tomar algum medicamento abortivo para tirar o bebê. Ainda não tem um prazo estabelecido para os resultados do exame.

Nelson Massini, professor de medicina legal da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), analisou no início de julho o laudo cadavérico da vítima a pedido do EXTRA, tentando encontrar produtos químicos na medula óssea da mulher, para ajudar a esclarecer o caso. “Se a medula encontra-se melhor guardada, os fenômenos destrutivos demoram mais tempo para chegar nela. Nesse caso se o exame indicar que ela está preservada deve ser tentado uma análise para se buscar impregnação substâncias químicas”, disse Massini.

Entenda o caso

Thaysa era manicure e o nascimento do bebê estava previsto para outubro de 2020, mas ela desapareceu um mês antes, em setembro. O corpo dela foi encontrado quase 10 dias após o desaparecimento, já em estado de putrefação. O caso estava sendo investigado inicialmente pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), e foi transferido para Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

À pedido do Extra, Nelson Massini, professor de medicina legal da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), analisou o laudo e concluiu que o mais provável é que o bebê tenha sido sequestrado. “O mais próximo do possível é que o feto foi levado e tenha nascido vivo”, ele disse.

A desconfiança é que o bebê tenha nascido e alguém tenha o levado, isso, segundo o médico, levando em consideração o exame do IML que não encontrou a placenta ou vestígios do bebê no ventre da jovem. Ou seja, ela poderia ter entrado em trabalho de parto antes de morrer.