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Desidratação: o que causa e como identificar no seu filho

É comum o problema ocorrer em situações de calor intenso, depois de uma atividade física ou quando não ingerimos a quantidade suficiente de água durante o dia

Redação Pais&Filhos

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Na desidratação a criança perde mais líquidos do que consegue consumir (Foto: iStock)

Por Lívia Vitale, filha de Nancy e o Horácio

Seja praticando exercícios físicos ou mesmo dentro de casa, é normal que a gente transpire mais por conta do calor. Esse processo de perder água para o ambiente é essencial para o equilíbrio de fluidos, mantendo o sistema nervoso e os músculos funcionando normalmente. Mas, às vezes, essa balança pode se desequilibrar, causando a desidratação.

Com ela, nós perdemos mais líquido do que conseguimos consumir. É comum a desidratação ocorrer em situações de calor intenso, depois de uma atividade física ou quando não ingerimos a quantidade suficiente de água durante o dia.

Desidratação pode causar sintomas neurológicos e problemas no funcionamento dos rins (Foto: Shutterstock)

E tudo se complica ainda mais quando estamos falando de bebês e crianças. O pediatra e nutrólogo Renato Zorzo explica: “Os bebês e as crianças têm uma superfície corporal relativa ao peso muito maior do que os adultos. Por isso, eles perdem mais água com facilidade”. É por isso também que qualquer perda de água se torna mais significativa para eles.

Assim como qualquer doença ou disfunção do organismo, perceber e identificar os sinais mais precoces nas crianças é a principal forma de evitar as consequências mais graves da desidratação, como sintomas neurológicos e problemas no funcionamento dos rins.

Como identificar?

Observe sempre a saliva e a urina do bebê ou da criança. Isso porque a saliva fica mais seca e a urina diminui de volume, tornando-se mais concentrada. Passado esse estágio inicial da desidratação, a criança tende a ficar agitada e com a pele muito mais seca. No caso do seu filho apresentar vômito ou diarreia, também acenda o alerta da desidratação!

Ao observar qualquer um desses sinais no seu filho, procure hidratá-lo oferecendo água mineral e mantendo a alimentação normalmente. Também é importante agendar uma consulta com o pediatra para que as causas da desidratação sejam reveladas.

Evitando a desidratação

A principal dica é manter o seu filho sempre hidratado! A nutricionista Patricia Ruffo lembra que a hidratação vai um pouco além da ingestão de água. “Os fluidos somam aproximadamente 80% da ingestão diária de água, enquanto os alimentos somam os 20% adicionais. Por isso, opte por alimentos ricos em água como frutas, vegetais, aveia, sopa e iogurte”, sugere.

A hidratação vai além da ingestão de água (Foto: iStock)

Para os bebês que estão sendo amamentados, o leite materno tem 90% de água em sua composição. Além disso, ele é rico em nutrientes, fazendo com que seja melhor absorvido e hidrate mais o organismo. Já os bebês que usam fórmula ou já se alimentam com papinha e frutas, é preciso hidrata-los com 100 ml de água por quilograma de peso.

Outra dica importante é entender que os bebês não sentem só frio. Ou seja, aquelas 20 camadas de mantas e roupas nas quais ele está embrulhado não são necessárias. Além de poder desencadear uma perda de água severa, fica mais difícil de identificar uma desidratação.

Mas então, quantas camadas de roupa devemos colocar no bebê? O pediatra Renato dá uma dica prática: “o bebê sempre deve estar com uma camada de roupa fina a mais do que você está”. Isso quer dizer que, em um dia mais frio, quando todos estão usando calças e blusas de mangas compridas, o bebê deve usar a roupa e mais uma manta.

Para finalizar os cuidados, ensine os seus filhos a gostarem de água desde sempre. Para que esse hábito seja levado para o resto da vida, deve ser incentivado desde muito cedo. Ofereça água várias vezes por dia, fazendo com que a criança pegue gosto pela bebida.

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