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Abraham Weintraub: saiba quem é o novo ministro da Educação do governo

Com mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro, sua ligação com a área da educação é recente

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

Novo ministro da Educação, Abraham tem mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro (Foto: Reprodução)

Após a demissão de Ricardo Vélez Rodríguez, foi anunciado o nome do novo ministro da Educação. Através de sua conta no Twitter, o presidente eleito Jair Bolsonaro divulgou nesta segunda (8) que Abraham Weintraub assume a pasta a partir de agora.

Quem é o novo ministro?

Abraham é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP) e tem mestrado e MBA em fundos de investimento e finanças internacionais pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Ao contrário do que Jair Bolsonaro afirmou em publicação no Twitter, o título de doutor não aparece no currículo lattes do novo ministro. Minutos depois de postar a indicação do economista, Bolsonaro admitiu o erro na titulação do novo ministro.

Apesar de atuar como professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) desde junho de 2014, sua ligação com a área da educação é recente. Abraham tem mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro. Aos 18 anos, começou a trabalhar como office-boy no Banco Votorantim, saindo aos 47, como economista-chefe e diretor. Mais tarde, atuou na corretora Quest Investimentos e especializou-se em previdência. Seu mestrado e vários livros que publicou, inclusive, tiveram temas previdenciários como base.

Apesar de atuar como professor, sua ligação com a área da educação é recente (Foto: Divulgação/Casa Civil)

Tanto Abraham como seu irmão, Arthur Weintraub, já atuavam no governo Bolsonaro. O economista ocupava o cargo de secretário-executivo da Casa Civil, comandado por Onyx Lorenzoni, além de fazer parte da equipe de transição após a eleição de Bolsonaro, sendo um dos responsáveis pela área da Previdência.

Abraham substitui Ricardo Vélez Rodríguez depois de pouco mais de 3 meses de uma gestão marcada por polêmicas. Foram pelo menos 14 trocas em cargos importantes no ministério, editais publicados e depois anulados, além de frases controversas.

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