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“Me sinto culpada por trair minha própria filha”, desabafa mãe

Claire nasceu pesando 900 gramas e foi diagnosticada com Síndrome Alcoólica Fetal

Redação Pais&Filhos

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(Foto: iStock)

Linda McFadden, de 53 anos, de Richmond, Londres, compartilhou sua história de como o uso de álcool durante sua gravidez prejudicou a filha Claire, que nasceu pesando apenas 900 gramas e tinha apenas 50% de chance de sobreviver por ter sido diagnosticada com Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). A história traz um alerta para muitas mães. Leia:

“Quando eu olho para minha filha Claire, há tantas coisas que eu quero dizer a ela, como o quanto a admiro e estou orgulhosa. Mas às vezes eu só quero dizer que sinto muito. Com apenas 23 anos, Claire superou muitos obstáculos em sua vida e a culpa é toda minha.

Eu tinha 15 anos quando experimentei minha primeira cerveja em uma festa. Eu costumava ser tímida, mas a bebida fazia com que eu me sentisse feliz e confiante. Não demorou muito para que eu fosse ao bar todo final de semana. Aos 22 anos, o álcool consumia todos meus pensamentos e, por viver com os meus pais, eu escondia latas na borda da janela externa para que eles não soubessem.

Em junho de 1988, eu estava no bar quando David entrou. Ele era gentil e tinha um grande senso de humor, então não demorou muito para que nos tornássemos um casal. Ele gostava de beber nos fins de semana e, nos primeiros dias, achava que eu era apenas uma bebedora social, como ele. Apenas dois meses depois de nos conhecermos, eu fiquei grávida.

Eu sabia que o álcool não era bom para o bebê, então eu tentei diminuir, mas não consegui. “Você tem certeza que não quer uma limonada?”, David me perguntava enquanto eu pedia outra cerveja quando estava grávida de cinco meses.

Nossa filha Sarah nasceu pesando apenas dois quilos e foi levada para o hospital para ser alimentada por tubos. “Estamos preocupados que Sarah tenha Síndrome Alcoólica Fetal”, disse-me o médico. Me informaram que as crianças com essa síndrome geralmente têm dificuldades de aprendizado, mas, felizmente, quando ela tinha seis meses, os médicos estavam confiantes de que ela não tinha nenhum problema.

Fiquei aliviada, mas enquanto Sarah estava crescendo, eu estava tomando cerca de oito litros de cerveja por dia. Eu escondia as latas, mas não conseguia esconder as ressacas. “O que há de errado, mãe?”, me perguntou Sarah, com cinco anos, quando me pegou vomitando no banheiro.

Em março de 1994, descobri que estava grávida de novo e nem pensei em parar de beber. Mas em outubro do mesmo ano, dois meses antes do nascimento, eu não senti o bebê se mexer. Recebi uma cesariana de emergência e minha filha foi levada para um cuidado especial. Quando a vi pela primeira vez, me senti culpada. Claire pesava 900 gramas e tinha apenas 50% de chance de sobreviver. “Podemos dizer pelas características que ela tem SAF”, disse o médico.