O seu filho pode estudar na Suíça, já pensou nisso?

Para ingressar em um colégio interno, seu filho precisará pegar um voo de 13 horas e fazer vários testes. Saiba tudo!

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(Foto: Andressa Simonini)

Embarcamos em uma viagem para conhecer três escolas na Suíça, Collège Du Léman, Champittet e Beau Soleil. Eles ficam localizados próximos a Genebra, uma das cidades mais internacionais da Europa e que sedia grandes empresas globais. Fazem parte do Nord Anglia Education, grupo que reúne mais de 500 instituições escolares pelo mundo. Para começar essa conversa, vamos ao início: seu ­filho enfrentará um voo de 13 horas. Mas vale a pena. Mesmo.

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Essas três escolas funcionam como internatos; as crianças estudam e vivem em alojamentos nos próprios colégios, que recebem estrangeiros do mundo inteiro de 8 a 18 anos.

Se apenas com essas informações você já ­ ficou interessada, atenção para a informação a seguir: prepare o bolso, chegam a custar de R$319.145 a R$444.815 por ano. Uou! Isso seria como hospedar seu filho em um hotel 6 estrelas durante esse período. Mas aí entra a curiosidade, o que é que eles têm que a gente não tem? Muita coisa. Diferente do brasil, que prepara a criança para fazer o ENEM (Exame Nacional Do Ensino Médio) e o vestibular, na suíça eles investem em um método de ensino mais “agressivo”. Desde muito cedo, preparam os pequenos para tornarem-se grandes líderes mundiais, como um presidente de uma supermultinacional. “Nós ajudamos as crianças a escolherem os caminhos certos que reflitam seus talentos, forças e também seus sonhos”, explica Tomas Schädler, diretor do Collège Du Léman, pai de Nicolas e Alissa.

Para conseguir desenvolver essas habilidades desde cedo, as crianças decidem por conta própria quais línguas querem cursar – inglês, francês, ou ambos. É exigido aprender matemática e inglês, já as demais matérias ­ ficam a critério do aluno, como ciências, biologia, física, química, psicologia, história, geogra­fia, antropologia, artes cênicas, pintura e assim vai. Todo ano uma escolha diferente.

Com isso, ganham a liberdade de conhecer diversas áreas e de­finir com mais calma e segurança o que querem seguir na vida adulta. Preparam para o futuro, mesmo.

Conversamos com três alunos, dois brasileiros e um angolano, que não podemos revelar a identidade, que amam a experiência. Ficar longe de casa e lidar com as diferentes nacionalidades é assustador de início. Mas a maior lição é de que aprendem a lidar com o diferente desde cedo. Respeitam as culturas e religiões que cada criança carrega de seu país. Lição para a vida toda.

E como faz para entrar?

Para ingressar em qualquer um desses colégios, as famílias precisam fazer uma série de entrevistas e testes. As instituições avaliam se a criança tem ou não o perfil das regras que são aplicadas por lá – e haja regra. “Os pais e os filhos precisam saber exatamente o que estão “comprando”, por isso esses testes são tão rígidos”, conta Kevin Foyle, diretor do Collège Beau Soleil, pai de Tom, Dan, Olivia e Harry. Com um valor alto de investimento como este, a adaptação não pode falhar. É por isso que em todos eles existem auxílios psicológicos para a chegada do aluno. A gente sabe que não é fácil ir morar em um lugar com clima, cultura e pessoas completamente diferentes do que vivemos. Imagine para seu filho, que nunca saiu de casa.

Na Suíça a cultura é muito diferente da nossa no Brasil. Aqui é comum as crianças saírem de casa e morarem em internatos. A escola que conhecemos hoje recebe alunos de todo o mundo, dos 2 anos de idade até os 18. Para estrangeiros é a partir dos 8 anos.

Todas as salas no Collège Beau Soleil têm esses quadros interativos. A professora e os alunos podem usar para exercícios e testes. Supermoderno!

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Foto: Andressa Simonini

No Colégio Beau Soleil, por exemplo, as salas de aula não exigem que os alunos sentem-se em carteiras enfileiradas. As cadeiras possuem rodas para que propositalmente os alunos se movam durante as aulas.

Cada um na sua! 

No Collège Du Léman, os alunos são divididos por casas. No início do ano, eles criam o nome, significado e logo que representam aquela turma

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Foto: Andressa Simonini

No Colégio Beau Soleil, por exemplo, as salas de aula não exigem que os alunos sentem-se em carteiras enfileiradas. As cadeiras possuem rodas para que propositalmente os alunos se movam durante as aulas.

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Foto: Andressa Simonini

Em todas as aulas, artes, música e teatro são as disciplinas mais concorridas, com estruturas impecáveis.

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Foto: Andressa Simonini
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Foto: Andressa Simonini

O final de semana é curtido de maneira bem diferente do que estamos acostumados: esqui nos alpes suíços e pizza durante a descida. Ali só entram alunos e professores.

 

Essa é a principal atividade que os alunos do Collège Beau Soleil fazem na parte da tarde! É uma época de muita neve!

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Foto: Andressa Simonini

Subindo as montanhas de trem, adesivos nas janelas indicam atenção para a vista. É hora de preparar o Instagram para fazer fotos lindas e incríveis.

 

Olha só como as crianças vivem aqui no Collège du Leman, na Suíça. Com essas imagens você vai conseguir entender os dormitórios.

O Collège Beau Soleil é um colégio interno, os alunos precisam morar na escola. Esse é um dos dormitórios que conhecemos. Atenção para a vista!

 

A estudante brasileira, Patricia, estuda no Collège Champittet, e mostra onde ela dorme. Os dormitórios são compartilhados. Olha só!

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Foto: Andressa Simonini

Os dormitórios são compartilhados e cada estudante é responsável pela organização de suas coisas. Não tem moleza!

 

 

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