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Amamentar não é fácil, mesmo, mas quanto mais informação e paciência, melhor

Redação Pais&Filhos

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Começando pelo começo: a primeira mamada é muito importante para o sucesso do aleitamento e para o vínculo entre a mãe e o bebê. O ideal é que ela seja feita ainda na primeira hora de vida do bebê. É aí que ele conhece o rosto da mãe, seu olhar e o seu toque. Sente o cheiro da pele e procura instintivamente o seio.

Então, a princípio, foque na primeira mamada. Depois, com o passar dos dias, principalmente quando você for para casa e não tiver uma enfermeira por perto, podem acontecer alguns imprevistos que dificultem a amamentação, mas a maioria deles dá para solucionar facilmente. Deixe o nosso guia ao lado da poltrona de amamentação.

Assista a um vídeo sobre amamentação na Pais&Filhos TV:

Com a pegada certa

Segurar o bebê direitinho é importante para que ele se sinta confortável e para que você não se machuque ou desenvolva inflamações. O ideal é que o corpo dele esteja alinhado, para que o pescoço não fique virado ou dobrado para frente ou para trás. O bebê deve estar bem próximo do corpo da mãe – ele tem que ser levado à mama, não o contrário. Seu nariz deve estar apontando para o mamilo. É importante que ele abocanhe o mamilo com a boca aberta de modo que pegue o bico do seio e cerca de dois terços da aréola.

A posição tradicional é aquela em que a mãe fica sentada e apóia o corpo do bebê no antebraço do mesmo lado da mama que vai oferecer. Uma variante da posição tradicional, chamada posição invertida, é segurar com o braço oposto ao seio que está sendo oferecido e tendo a cabeça do bebê apoiada na mão. Outra opção, ainda, é colocar o corpo do bebê ao lado do corpo da mãe, enquanto ela segura sua cabeça com a mão e seu corpo com o antebraço. Lendo assim, parece complicado, só experimentando para entender mesmo.

A utilização de travesseiros, para elevar o bebê e apoiar os braços, é indicada nos três casos. A posição de cavaleiro, com o bebê sentado sobre a perna da mãe e com o corpo de frente para o dela, permitindo que a cabeça fique em um nível um pouco acima da mama, também é recomendada. Ainda é possível amamentar deitada, de lado, com os corpos da mãe e do bebê em paralelo.

O ambiente faz toda a diferença para tudo correr bem. Uma atmosfera tranquila e silenciosa é ideal para que o bebê e a mãe se sintam à vontade durante a amamentação.

 

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Problemas e soluções

Mastite
É uma inflamação causada por bactérias existentes na pele, que podem entrar na mama através de fissuras e rachaduras. Para evitar as fissuras e rachaduras que levam à mastite é preciso manter o mamilo saudável. É importante prestar atenção na posição correta da pega e utilizar o próprio leite ao final da mamada para hidratar e lubrificar a pele dos mamilos. A exposição ao ar e se possível ao sol também são benéficas à saúde da pele. Atenção! O uso exagerado de água, sabonete ou produtos químicos para a limpeza dos seios leva ao ressecamento, o que aumenta o risco de fissuras. Se a mastite não for grave, massagens locais e compressas quentes podem ajudar a sanar o problema, além de remédios antiinflamatórios. Para casos de inflamação mais forte, pode ser necessário um antibiótico. Tudo isso feito com o acompanhamento de um médico.

Traumas nos mamilos
Fissuras, bolhas e escoriações são comuns e podem causar infecções. As principais causas são: a pega incorreta do bebê; uso de cremes, óleos e sabonetes nos mamilos; higiene excessiva; colocação do dedo indicador na mama para o bebê respirar.
Uma boa saída pode ser o uso de conchas protetoras para os seios. Essas conchas minimizam o contato e o atrito da boca do bebê com o mamilo da mãe, ajudando a diminuir a irritação.

Bico Invertido
Existem três formatos de bico – o normal, saliente para fora, o bico plano e o bico invertido, que é retraído para dentro, como o umbigo. As mulheres que têm bico invertido podem apresentar dificuldades na hora de amamentar.
Existe um procedimento cirúrgico para corrigir o bico invertido, mas dá para evitar usando um acessório, chamado corretor de mamilo invertido, que ajuda a formar o bico durante a gravidez.

Ingurgitamento mamário (empedramento)
O empedramento do leite ocorre quando a mãe não esvazia o peito regularmente. O leite que acumula empedra e pode até inflamar.
A melhor maneira de evitar é amamentando! Quanto mais o seu peito for estimulado pelo bebê, menos chances você tem de sofrer com este problema. Dá para usar também um suplementador, acessório composto por um recipiente onde se coloca o leite e um pequeno cano (sonda). Ele é colocado no seio da mãe, na parte superior, para que a sonda fique no bico. Assim o bebê puxa o leite armazenado e estimula o peito da mãe, para que produza mais leite. Pode ser usado em casos de empedramento ou quando a mãe tem dificuldades para amamentar, sempre com acompanhamento médico.

Aumento do tamanho do seio
Não é exatamente um problema, mas é bom saber que eles podem pesar e pedir um sutiã maior, que dê boa sustentação. Procure um sutiã com alças largas e, de preferência, feitos com 100% de algodão. Os especiais de amamentação abrem com mais facilidade na parte frontal.

Vazamento de leite
O colostro pode começar a vazar a partir do nono mês. Ouvir seu filho chorar, fazer sexo, estimular os seios, são alguns dos fatores que podem aumentar a produção e causar o vazamento. Além disso, o acúmulo de leite, quando os seios ficam cheios demais entre uma mamada e outra, pode promover o vazamento natural. Não há um método completamente eficaz que evite o vazamento. A melhor maneira é evitar que as mamas acumulem leite, amamentando o bebê e tirando leite para guardar ou doar. O leite materno dura cerca de dois dias na geladeira e sete no congelador. Além disso, há conchas e absorventes que ajudam a reter o leite vazado sem pagar mico na rua.

É bom saber
Nada de dieta! Amamentar pode emagrecer até 600 calorias por dia. Por isso, é importante que a mãe se alimente corretamente durante a gestação e após o parto. Sem se esquecer que a ingestão de bebidas alcoólicas ou que contenham cafeína não são recomendadas.

 

 

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