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Você conhece a história por trás do seu sobrenome?

Eles nem sempre foram do jeito que você conhece!

Redação Pais&Filhos

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(Foto: iStock)

Você já parou para pensar de onde vêm os sobrenomes? Em muitos países, eles eram a junção do nome de batismo do pai com um pronome de filho ou filha, ou seja, mudavam a cada geração. O nome disso parece até palavrão: Sistema Onomástico Patronímico. Com o passar do tempo, esse sistema foi deixado de lado e nomes fixos, como a gente conhece, passaram a ser usados no lugar. Apesar de já não ser uma prática comum, ainda existe um país que segue aquela tradição que falamos no começo: a Islândia. Se interessou, mas ainda não entendeu direito? O sociólogo Daniel Taddone publicou em seu Facebook uma explicação muito bacana e didática – e a gente te mostra, assim você entende um pouco mais e, quem sabe, até descobre a história do seu sobrenome!

“Sistema onomástico é o conjunto de regras legais ou consuetudinárias (da tradição) que um país (ou uma cultura) adota para dar nomes às pessoas e às coisas. Aqui vou abordar apenas do sistema de nomes próprios pessoais, os antropônimos.

A Islândia adota um sistema puramente patronímico (com pouquíssimas exceções). Mas, afinal, o que é um “sistema onomástico patronímico”? É quando o “sobrenome” do filho é formado a partir do prenome (“nome de batismo”) do pai:

– “Samúel Friðjónsson” significa que Samúel é filho de Friðjón.
– “Aron Gunnarsson” significa que Aron é filho de Gunnar.

Se Samúel tiver um filho chamado Gunnar, o nome completo dele será “Gunnar Samúelsson”. Se Aron tiver um filho chamado Friðjón, o nome completo dele será “Friðjón Aronsson”. Se for uma menina chamada Sigríður filha de Samuél, será “Sigríður Samúelsdóttir”. Se for filha de Aron, “Sigríður Aronsdóttir”. Notem que “-son” está para “filho” e “-dóttir” está para filha, cognatos das palavras inglesas “son” e “daughter”.

E qual é a peculiaridade da Islândia? É o único país de cultura ocidental a manter esse sistema puramente patronímico, não havendo “sobrenomes” propriamente ditos, pois ele é trocado a cada geração. O filho não tem o mesmo “sobrenome” que o pai, mas sim um “sobrenome” que faz referência ao prenome do pai.

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