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3 bebês prematuros morrem depois de serem infectados por bactéria misteriosa em hospital

O caso aconteceu na Pensilvânia e estima-se que as bactérias tenham sido transmitidas pela água

Cinthia Jardim

Cinthia Jardim ,filha de Luzinete e Marco

Desde julho, 8 bebês foram infectados (Foto: Getty Images)

Uma bactéria, que foi transmitida pela água, no hospital da Pensilvânia, matou três bebês e pelo menos outros cinco foram infectados. Quatro deles já foram tratados, e estão bem, e a outro desenvolveu uma infecção, causada pela bactéria pseudomonas, que está sendo analisada pelo Geisinger Medical Center, em Danville, de acordo com a PEOPLE.

De acordo com um comunicado, foi informado que “as mortes podem ter sido resultado da infecção que complica seu estado já vulnerável devido à extrema prematuridade”. Também foi publicado uma mensagem de apoio à família dos bebês: “Expressamos nossas mais profundas simpatias e prestamos todo o apoio às famílias e entes queridos que foram afetados”.

A médica chefe do hospital, Dra. Rosemary Leeming, explicou que sete dos oito bebês nasceram com menos de 27 semanas de gestação. Em uma coletiva de imprensa, do WNPE, as autoridades disseram que as grávidas, que provavelmente darão à luz em menos de 32 semanas, serão transferidas para outras unidades até que o problema seja solucionado.

A bactéria pode ter sido transmitida pela água (Foto: Getty Images)

“Nossa unidade de terapia intensiva neonatal nunca viu uma situação que envolva infecções como essa”, disse o Dr. Frank Maffei, presidente de pediatria do hospital, em entrevista coletiva divulgada pela Parents. “Essa é uma bactéria muito comum e está presente em lugares muito diferentes e geralmente é muito inofensiva. Mas pode causar uma doença em pacientes muito frágeis. Bebês prematuros e pequenos estão entre eles”.

As primeiras infecções aconteceram em julho e o caso tratado mais rápido, foi do bebê mais velho. Já as mortes, de acordo com o porta-voz do hospital, em entrevista à People, ocorreram em agosto e em setembro. Os médicos apenas souberam do caso há dois meses, e o local trata de mais de 600 bebês ao ano.

As autoridades locais e federais da saúde estão trabalhando para que as bactérias sejam erradicadas. Uma perícia feita com a água do hospital teve o resultado negativo para os microorganismos. Desejamos muita força para as famílias!

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