Bebê nasce após três meses da morte da mãe e impressiona pela história

A menina nasceu com 34 semanas por parto cesariano

Bebê nasceu depois da morte da mãe (Foto: Reprodução / GettyImages)

Uma bebê nasceu três meses depois que a mãe, aos 27 anos, sofreu morte cerebral em junho de 2019 após ter tido um derrame no cérebro. A mulher ficou os últimos três meses com aparelhos no Hospital Universitário Brno na República Tcheca, tudo para que a filha conseguisse nascer com saúde.

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Quando a mulher faleceu, os médicos avisaram que iriam mante-lá ligada aos aparelhos pelo máximo de tempo possível e, logo após o parto, os equipamentos foram desligados. A bebê nasceu na última segunda-feira, 26 de agosto, com 34 semanas de gestação e tudo foi realizado por um parto cesariano.

Segundo o canal de televisão local, o responsável pela menina será pai e maiores detalhes sobre a saúde da menina não foram revelados.

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Frankielen Zampoli, uma mulher de 21 anos do Paraná, estava grávida de gêmeos quando teve um AVC. Três dias depois, os médicos informaram que ela havia sofrido uma morte cerebral. Os bebês estavam apenas com 2 meses de vida e, para preservá-los, a mãe foi mantida viva por meio de aparelhos.

Foram 4 meses tendo a gravidez monitorada na UTI do Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Curitiba. Em entrevista ao G1, os médicos contaram que a parte mais desafiadora era criar o afeto entre os bebês e a mãe. “Nós trouxemos canções para as crianças: canções de crianças, canções improvisadas, canções que nós fizemos exclusivamente para elas. A UTI ficou cheia de músicas de amor e afeto”, conta Érika Checan, capelã e musicoterapeuta.

Os bebês Asaph e Ana Vitória nasceram prematuramente no 6º mês de gestação por meio de uma cesárea de emergência, já que a mãe não estava mais resistindo. “Por um lado, chorei e fiquei triste porque minha filha estava partindo. Por outro, me alegrei pela vida dos meus netos. Eles nasceram saudáveis e sem sequelas”, contou Ângela Silva, mãe de Frankielen e avó dos gêmeos, em entrevista ao Universa.

Muriel, o pai dos bebês, também foi bem participativo durante todo o processo, mas quem ficou com as crianças foi a avó. “O amor é infinito, não dá nem para descrever. É como se eu estivesse aprendendo a ser mãe de novo”, contou ao G1. Além disso, a família decidiu doar os órgãos de Frankielen para poder ajudar outras pessoas.

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