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Bebê nasce depois de acidente grave de caminhão em SP

A mãe da criança, que estava grávida de 39 semanas, não resistiu. Entenda o caso

Redação Pais&Filhos

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Foto: Divulgação/Arteris

(Foto: Divulgação/Arteris)

Parece história de filme, é difícil de acreditar, mas é verdade: uma bebê nasceu depois de um grave acidente de caminhão. Tudo aconteceu na Rodovia Régis Bittencourt, no interior de São Paulo, no último quinta-feira (26). Uma jovem, que estava grávida, foi arremessada para fora do veículo e morreu depois de ter seu abdômen rompido – o que pode ter obrigado o bebê a nascer. “O feto foi expulso pelo trauma. Quando eu cheguei, o bebê estava entrelaçado nos restos mortais. Eu retirei aquela criança, fiz os procedimentos cabíveis e levei para a ambulância”, contou o médico Elton Barbosa em entrevista ao G1.

A carreta transportava tábuas de madeira e tombou. A moça, que estava de 39 semanas de gestação, foi atingida pela carga. A suposição é que a madeira tenha caído em cima dela e tenha rompido o seu abdômen. Segundo médicos entrevistados pelo G1, o corpo da mãe protegeu o bebê, o que foi fundamental para que conseguisse sobreviver. “O motorista já estava sendo retirado das ferragens do caminhão por outra equipe. A mulher estava embaixo de pranchas de madeira. Eu estava tentando chegar até a vítima para atestar o óbito quando ouvi um choro abafado de uma criança. Tiramos as pranchas de madeira e vimos a gestante. A criança estava entrelaçada nas vísceras da mãe”, contou o médico.

A menina, que foi encaminhada para a UTI Neonatal do Hospital Regional de Pariquera-Açu, não teve ferimentos e passa bem. Os cuidados médicos fazem parte do procedimento pós-traumático.“Vou ser sincero. Foi Deus. Pela cinemática, pelo que eu vi, não sei como saiu viva. Quem manteve viva foi o próprio corpo da mãe. É raro isso acontecer. O abdômen da mãe foi exposto. A mãe estava sob várias pranchas de MDF. Eu não sei como essa criança saiu viva”, desabafou Elton.

Depois de três dias sem identificação, a família da mãe fez o reconhecimento do corpo da jovem Ingrid Irene Ribeiro, que completaria 21 anos na segunda-feira (30).

 

Foto: Divulgação/Arteris

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Foto: Divulgação/Arteris

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