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Brincadeira de criança

O imaginário e o desenvolvimento cerebral da criança na hora de brincar foi tema de evento da marca Mattel e virou um passo a passo com 8 curiosidades

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

Está até na Convenção dos Direitos das Crianças, da ONU: brincar é um direito fundamental da criança. Além de ser diversão gostosa, brincar é importante para ampliar o imaginário e para o desenvolvimento cerebral. Tanta coisa bacana de se saber que a Mattel, fabricante dos carrinhos Hotwheels, organizou uma palestra. Enquanto as crianças se divertiam na pista montada no chão, a terapeuta infantil Regiane Glashan explicou às mães o importância dos meninos empurrarem os carrinho de lá para cá.

A Pais & Filhos esteve presente e compartilha os principais pontos que foram apresentados.

 

1. De dentro pra fora

O jeito que uma criança brinca diz muito sobre ser temperamento. Brincar, segundo Regiane, é uma forma de colocar para fora os próprios sentimentos. “É a ponte entre o mundo externo e o interno. A criança expressa através da brincadeira seus desejos, pensamentos e conflitos”, explica Regiane.

 

2. Criança mil em uma

“Crianças são verdadeiras gênias”, acredita Regiane. Para ela, durante a brincadeira a criança está estimulando seus vários potenciais: artísticos, criativos, lógicos e matemáticos. Puxar o carrinho de fricção para trás, por exemplo, faz a criança desenvolver a noção de espaço. “São essas brincadeiras que tornam a criança saudável física e mentalmente, e que vão fazer com que ela se insira em sua vida em sociedade”, diz.

 

3. Começando a brincadeira

O homem brinca desde que está na barriga da mãe, onde fica meio nadando. “Ali ele descobre que tem membros, lambe a parede do útero, brinca com o cordão umbilical, reage à voz da mãe e chuta a barriga. É um jogo entre mãe e filho”, explica.

Depois que o bebê nasce, a diversão continua. “É um jogo: sorri para todo mundo e o mundo responde, sorrindo para ele.  Enquanto mama também, brinca com o seio”, exemplifica Regiane.

 

4. Imaginação é o suficiente

Em uma sala, com apenas um sofá que seja, a criança dá um jeito. Ela solta a fantasia, pula para o chão e vai alguém convencê-la de que ela não é um super herói!  “A imaginação é o limite quando se quer brincar”, ressalta Regiane.

 

5. Pouco tempo também é suficiente

Não precisa se corroer de culpa se, na correria do dia a dia, você mal tem tempo para passar a tarde com seus filhos. “Alguns estudos mostram que se os pais dedicarem 30 minutos de atividade lúdica com os filhos — que exclui as horas de comer, fazer lição e tomar banho –, estaremos suprindo as necessidades dele de brincar e imaginar  e as nossas de interagir com eles”, aponta Regiane.

 

6. Hora para cada coisa

Na hora de brincar vale tudo, mas hora de comer é de comer. Segundo Regiane, ambas as atividades exigem coordenação e atenção, e não é legal misturar as coisas.

O que fazer, então? “Se o jantar vai sair, a mãe deve avisar a criança que ela ainda tem 5 minutos para brincar. Assim a família estabelece limites juntos e a criança divide bem as tarefas do dia”, sugere a terapeuta.

Dar comida enquanto a criança assiste TV, por exemplo, pode até oferecer riscos de obesidade já que o foco sai do que se