Caso Rafael: avó desabafa após descobrir morte do neto: “Não a considero mais minha filha”

Isaíldes Batista abriu o coração e falou pela primeira vez sobre perder o menino em uma tragédia, além de contar sobre a prisão da filha, Alexandra Dougokenski

Resumo da Notícia

  • Isaíldes Batista falou pela primeira vez sobre o caso
  • Ela fez um desabafo sobre como se sentiu ao descobrir a morte do neto
  • Alexandra ainda está presa preventivamente
  • Rafael Winques tinha apenas 11 anos
O corpo do menino foi encontrado na segunda-feira, 25 de maio (Foto: reprodução / Facebook)

Isaíldes Batista, avó de Rafael Winques e mãe de Alexandra Dougokenski, fez um desabafo de partir o coração após a morte do menino. Em entrevista ao GauchaZH, ela contou que notou que ele tinha desaparecido no dia 15 de maio e insistiu para que a filha avisasse as autoridades.

Durante dez dias de agonia e desespero, a resposta apareceu: o corpo de Rafael foi encontrado no dia 25 de maio. No mesmo dia, a avó soube da morte do neto e que Alexandra estava presa após confessar o crime.

“Não cai a ficha pra nós. Não acreditamos em tudo que tá acontecendo. A gente quer Justiça para quem fez essa maldade, e que vai pagar. Não considero mais ela (Alexandra) minha filha. A gente não aceita. Se foi ela, ela é um monstro”, afirmou Isaíldes.

Apesar da tragédia, a avó sempre se lembrará com carinho do neto: “O Rafa era querido por todos, um amor. Um sonho de criança. É como um pedaço da gente (que) está indo. É tudo muito triste, muito cruel”.

Quando visitou a casa da filha no dia 15 de maio, estranhou por o menino não estar lá. Por volta das 8h, ela não encontrou Rafael, que sempre a esperava para dar um abraço. “O Rafa sempre sai lá de dentro, me incomoda e brinca, coisa assim. Eu perguntei pra ela: ‘O Rafa não tá lá?’ E ela respondeu ‘não?’, lembrou.

A mãe teria dado uma superdosagem de remédios para o filho (Foto: reprodução / Facebook)

Ela continuou: “‘Tô falando, ele não está. Vi que a caminha dele tava bagunçada, a porta só encostada'”, contou a avó. Em seguida, ela relata a resposta da filha: “‘Pensei que ele tinha ido na sua casa’. Eu respondi: ‘meu Deus, quando que o rapaz teria vindo tão cedinho assim?’.

Quando percebeu a situação, ela ficou apavorada e pediu que a filha pedisse ajuda. Após o acontecido, Alexandra ligou para o padrasto de Rafael, que apareceu logo em seguida. Mas ela só ficou tranquila quando o Conselho Tutelar foi avisado.

Isaíldes lembrou ainda que a filha sempre foi uma boa mãe para o menino: “Qualquer vizinho vai te falar isso, ela era uma boa mãe. Eu quando me estranho com meus filhos chuto o pau na barraca, com ela (Alexandra) os filhos eram todos disciplinados”. De acordo com a avó, ela disse também que Rafael se dava bem com o irmão, de 16 anos, e o padrasto. Ela afirmou não desconfiar de outras pessoas.

Entenda o caso

O corpo de Rafael foi encontrado na última segunda-feira, 25 de maio (Foto: reprodução / Facebook)

Na última segunda-feira, 25 de maio, o corpo de Rafael Winques, de 11 anos, foi encontrado na cidade de Planalto, no Rio Grande do Sul. O laudo médico confirmou que o menino havia sido estrangulado, ao contrário do que disse a mãe Alexandra Dougokenski, que está presa preventivamente.

A mulher teria contado que havia dado uma superdosagem de um remédio para manter o filho mais calmo, mas os médicos observaram que a causa do óbito foi asfixia mecânica. De acordo com o delegado Joerberth Nunes, ele indica que a mãe não verificou se o menino estava morto e o enrolou com plásticos, o que acabou provocando o acidente.

Segundo informações do delegado, Alexandra alegou que: “Teria dado dois comprimidos de Diazepam para que ele dormisse com tranquilidade. Na madrugada, ela teria acordado e verificado, segundo ela, que a criança estava morta. Como que ela tinha a certeza que a criança estaria morta e não apenas desmaiada? Ela enrolou a criança no lençol, colocou fios em alguma parte do corpo e foi arrastando, segundo ela, até a residência ao lado”.

Sobre a motivação do crime, Joerberth disse que permanece sendo uma incógnita: “Até o momento, após todos os depoimentos coletados, nenhum indica qualquer desavença dessa mãe com esse filho. Isso torna o caso ainda mais complexo, mas certamente a Polícia Civil vai responder todas as perguntas”, concluiu.

Agora, você pode receber notícias da Pais&Filhos direto no seu WhatsApp. Para fazer parte do nosso canal CLIQUE AQUI!