Caso Rafael: polícia acusa mais um membro da família de participar do crime

As investigações sobre o caso ainda continuam e o irmão do menino, de 16 anos, também irá prestar um depoimento para colaborar com as provas da tragédia

Resumo da Notícia

  • A polícia acredita que a mãe, Alexandra Dougokenski, não agiu sozinha
  • O depoimento que ela deu durante a investigação foi considerado contraditório
  • O corpo do menino foi encontrado na segunda-feira, 25 de maio
  • A mãe está presa preventivamente
A mãe teria dado uma superdosagem de remédios para o filho (Foto: reprodução / Facebook)

Na última quarta-feira, 27 de maio, durante as investigações do caso Rafael Winques, de 11 anos, que foi encontrado morto na segunda-feira, 25 de maio, a polícia levantou a hipótese de terem mais suspeitos ligados ao crime. Alexandra Dougokenski, mãe do menino, ainda está presa preventivamente.

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A mulher teria dito em um primeiro depoimento que deu uma alta dosagem de remédios para acalmar o filho e achou que ele tivesse morrido. Em seguida, afirmou ter colocado plásticos na criança, o que provocou o sufocamento, e levou o menino de fato a óbito.

No laudo da polícia entretanto, o depoimento da mãe é contraditório, pois indica que a causa da morte aconteceu por estrangulamento. Até o momento, Alexandra está presa por 30 dias e pode ter o prazo prorrogado durante as investigações.

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De início, o delegado responsável, Ercílio Raulileu Carletti, acreditava ter um maior número de suspeitos, mas descartou a possibilidade. “Atualmente estou com duas pessoas ainda em análise. São pessoas que já tive contato”, informou ao G1. O irmão de Rafael, de 16 anos, ainda irá prestar depoimento sobre o caso e também o padrasto do menino, considerado um dos suspeitos.

Desabafo do pai

O corpo do menino foi encontrado na segunda-feira, 25 de maio (Foto: reprodução / Facebook)

Rodrigo Winques, pai de Rafael Winques, de 11 anos, fez um desabafo após a mãe do menino, Alexandra Dougokenski, confessar ter matado e escondido o corpo do filho. Em entrevista ao portal GaúchaZH, ele contou como está sendo após descobrir sobre o caso.

Na sexta-feira, 22 de maio, o pai recebeu um telefonema do celular de Rafael e estranhou a ligação, pois estava no trabalho. Quando atendeu, o padrasto do menino perguntou se Rafael estava com ele e Rodrigo afirmou que não. “O teu filho não está aí contigo? Se não está, ele sumiu“, lembrou.

Ele fez um desabafo sobre o dia em que encontraram o corpo do filho (Foto: reprodução / Facebook)

Quando chegou na cidade de Planalto, o pai foi até o conselho tutelar e em seguida na delegacia. Ao encontrar com Alexandra, ele falou da expressão fria da ex-esposa e disse que não encontrava Rafael em lugar nenhum. “Faz três anos que nos separamos. Era tranquilo. Nunca pensei que ela fosse fazer isso aí”.

Na noite de segunda-feira, 25 de maio, quando encontraram o corpo da criança, Rodrigo lembrou do desespero. “De tarde fui dar mais uma pesquisada na cidade. Daí não soube nada mais. Um fala uma coisa, outro fala outra. Voltei para a casa do meu amigo e um pessoal apareceu por lá falando sobre o meu filho. Pegamos um carro e fomos até o local. Estava um tumulto”, concluiu.

Entenda o caso

Na última segunda-feira, 25 de maio, o corpo de Rafael Winques, de 11 anos, foi encontrado na cidade de Planalto, no Rio Grande do Sul. O laudo médico confirmou que o menino havia sido estrangulado, ao contrário do que disse a mãe Alexandra Dougokenski, que está presa preventivamente.

A mulher teria contado que havia dado uma superdosagem de um remédio para manter o filho mais calmo, mas os médicos observaram que a causa do óbito foi asfixia mecânica. De acordo com o delegado Joerberth Nunes, ele indica que a mãe não verificou se o menino estava morto e o enrolou com plásticos, o que acabou provocando o acidente.

O corpo de Rafael foi encontrado na última segunda-feira, 25 de maio (Foto: reprodução / Facebook)

Segundo informações do delegado, Alexandra alegou que: “Teria dado dois comprimidos de Diazepam para que ele dormisse com tranquilidade. Na madrugada, ela teria acordado e verificado, segundo ela, que a criança estava morta. Como que ela tinha a certeza que a criança estaria morta e não apenas desmaiada? Ela enrolou a criança no lençol, colocou fios em alguma parte do corpo e foi arrastando, segundo ela, até a residência ao lado”.

Sobre a motivação do crime, Joerberth disse que permanece sendo uma incógnita: “Até o momento, após todos os depoimentos coletados, nenhum indica qualquer desavença dessa mãe com esse filho. Isso torna o caso ainda mais complexo, mas certamente a Polícia Civil vai responder todas as perguntas”, concluiu.

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