Estudo de Oxford estima 478.629 mortes por coronavírus no Brasil e infectologista alerta: “É possível”

Uma pesquisa inglesa analisou quais poderiam ser as consequências da pandemia para o mundo, mas o especialista no assunto garante que seguindo as medidas de prevenção, esse número pode reduzir bastante

Resumo da Notícia

  • Uma pesquisa feita em Oxford estimou o número de mortes por coronavírus no Brasil
  • O valor assusta, mas segundo o infectologista Gerson Salvador, é possível reduzir bastante com medidas simples, como isolamento domiciliar e higiene das mãos
  • Não é motivo para desespero, pode ser evitado e precisamos estar conscientes para tomar as melhores decisões
O número pode ser reduzido bastante com as medidas de prevenção (Foto: Getty Images)

Um estudo realizado em Oxford, na Inglaterra, publicado no dia 14 de março, com a participação de oito cientistas (Jennifer Beam Dowd, Valentina Rotondi, Liliana Andriano, David M. Brazel, Per Block, Xuejie Ding, Yan Liu e Melinda C. Mills) chamou a atenção do mundo ao analisar a fundo o coronavírus e estimar qual será o impacto da doença ao redor do mundo. A partir da análise dos casos já confirmados, os especialistas citaram como ficaria o Brasil. 

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“Nós consideramos que dois países, ainda intocados pela pandemia, que têm números similares de habitantes, mas distribuições de idades muito diferentes entre eles terão um alto número de mortes. No Brasil, em que apenas 2% da população tem mais que 80 anos, o cenário simulado aponta, dramaticamente, para 478.629 mortes”, escreveram. Como o número de casos continua aumentando a cada dia, buscamos entender melhor o assunto falando com especialistas.

Para o infectologista Gerson Salvador, pai de Laura e Lucas, essa realidade é possível: “Os números apresentados no estudo não são irreais e é uma metodologia que é coerente, então é possível. Diversos estudos apontam até valores maiores caso não hajam medidas de distanciamento social e deixemos o vírus correr livremente”.  Por isso, enfatiza a importância de seguir os cuidados recomendados durante todo o período necessário. 

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“As medidas de prevenção, como quarentena, e as campanhas de higiene das mãos e etiqueta respiratória somadas podem poupar mais de um milhão de vidas no Brasil”, alerta. Apesar dos desafios, Gisele Cristina Gosuen, infectologista da UNIFESP e CRT/Aids, mãe de Guilherme, completa: “A Pandemia é preocupante para o mundo todo, mas não há motivo para pânico! Precisamos nos preocupar com a higienização adequada das mãos, evitar contato próximo com pessoas doentes e, quem puder, ficar em casa. São essas medidas que irão fazer com que consigamos evitar o que vemos ocorrer em outros países”. Dr. Gerson enfatiza essa questão lembrando: “Nós precisamos ter muita tranquilidade agora para tomar as decisões adequadas”. 

 

Como se prevenir

Para se prevenir, A recomendação do Ministério da Saúde é a mesma feita para a prevenção de infecções respiratórias agudas. São elas:

  • Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
  • Lavar as mãos com frequência, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

 

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