Família é impedida de ficar com a filha recém-nascida após recusar injeção de vitamina K

Os pais foram considerados como negligentes

Angela ficou cerca de 12h longe de sua filha após parto (Foto: Reprodução/Chicago Tribune)

Na última segunda-feira, 23 de setembro, a família Bougher e outros pais entraram com uma ação federal contra o Departamento de Serviços Infantis e Familiares de Illinois, nos Estados Unidos, alegando que a equipe viola os direitos dos pais decidirem sobre a saúde dos filhos.

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Tudo começou quando Angela Bougher deu à luz a sua primeira filha em Illinois, nos Estados Unidos, recusou a aplicação da dose de vitamina K na recém-nascida. Os pais afirmaram que queria assinar um formulário de responsabilidade, mas a enfermeira denunciou a família ao órgão americano e levou a criança, que ficou 12h longe dos pais.

“Honestamente, eu não conseguia entender o que estava acontecendo. Eu estava completamente chocada. Eu não tive a oportunidade de ficar com a minha filha,” disse Angela em entrevista para o jornal americano Chicago Tribune. Apesar de recusarem a dose da vitamina, os pais afirmaram que não são contra vacinas, mas nesse caso não viram necessidade de submeter a filha ao procedimento.

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“Eu me senti um pouco prisioneira. Era como se eles tivessem me condenado e eu tivesse feito algo errado, mas eu não sabia o que era, não tinha como eu concertar, e ninguém realmente falava sobre o assunto”, complementou.

Acontece que desde agosto de 2018, o departamento colocou em vigor uma política que considera negligencia médica quando os pais recusam dar a vitamina K aos bebes. Cerca de 138 famílias estão investigada e apenas em 7 casos foi comprovado negligencia médica.

Mas a história da família Bougher não parou por ai, após investigação comprovando que a recém-nascida estava saudável, autoridades alegaram que a denuncia de negligência estava equivocada. Porém, dias depois uma equipe do departamento quis checar os outros 2 filhos do casal. “No final, me senti como se não pudesse proteger a minha família e fomos roubados da alegria de nossa filha nascer”, finalizou.

Neil Skene, que era um dos principais administradores do departamento, afirmou que é uma tática de assegurar o bem-estar infantil, por menor que seja a reclamação, ela deve ser investigada. Assim, a política tem a intenção de proteger as crianças o máximo possível.

“Você tem bons interesses de ambos os lados. Aqui estão os médicos que acreditam que a vitamina K é uma ferramenta de prevenção inofensiva e potencialmente salva-vidas” disse ex-administrador. Mas, ao mesmo tempo, ele continuou, o DCFS queria evitar “interferir na vida de famílias que realmente não mereciam ser afetadas pelo Estado”.

Mas afinal, por que a vitamina K? O procedimento é uma pratica comum em maternidades estadunidenses, o qual auxilia na capacidade de coagulação do sangue do bebê em caso de emergência.

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