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Madrasta dá veneno para a enteada de 11 anos para ficar com herança

A menina foi envenenada por 3 meses

Cinthia Jardim

Cinthia Jardim ,filha de Luzinete e Marco

(Foto: reprodução / SBT)

Na última segunda-feira, 9 de setembro, uma mulher, de 42 anos, foi presa por envenenar e matar a enteada, Mirella Poliane Chuede, 11 anos.  A madrasta foi acusada do crime por estar interessada na herança da menina, de R$ 800 mil, devido a um processo que os avós maternos da garota ganharam contra o hospital que a criança nasceu.

A assessoria da Polícia Judiciária Civil (PJC) divulgou em nota que inquérito foi direcionado pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica).  A mulher está em prisão temporária por 30 dias. De acordo com o laudo médico, a dose do veneno foi dado em pequenas doses, de abril até junho, para que não houvessem suspeitas. A menina foi ao hospital várias vezes, mas da última não resistiu.

(Foto: reprodução / SBT)

De início, houve suspeita de que a garota havia morrido por meningite e que podia ter sofrido abuso sexual, pelas genitálias estarem inchadas. A causa foi descartada depois da necropsia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML). “Essa substância não é encontrada em medicamentos, portanto, sua ingestão por humanos somente pode ocorrer de forma criminosa, os sintomas da sua ingestão são: visão borrada, tosse, vômito, cólica, diarreia, tremores, confusão mental, convulsões  etc.”, explicaram os delegados Francisco Kunze e Wagner Bassi, que conduzem as investigações, ao site Portal CM7.

“Notamos que a menina era envenenada a conta-gotas, ou seja, ela ia dando um pouquinho do veneno, para não aparecer, porque chega no hospital, a criança está passando mal, morre de causa indeterminada, por alguma infecção, pneumonia, meningite, como muitas vezes suspeitaram”, contaram.

Herança

(Foto: reprodução / SBT)

O que motivou a madrasta realizar a crime foi uma herança, que a menina só poderia usar aos 24 anos, de R$ 800 mil, pela mãe ter morrido durante parto. Os avós maternos da garota recorreram contra o hospital e ganharam a causa. A morte ocorreu em 2009 e o processo foi encerrado esse ano.

O dinheiro começou a ser recebido em 2019 e desde 2018 Mirella era criada pelos avós paternos. Em 2017, a avó da menina faleceu e no ano seguinte o avô. Ela passou a morar com o pai e a madrasta, que então teve a ideia de matar a criança para ter acesso á herança.

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