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Mãe compartilha primeira foto de bebê sem rosto e família comenta estado de saúde da criança

Rodrigo nasceu sem os olhos, nariz e parte do crânio

Cinthia Jardim

Cinthia Jardim ,filha de Luzinete e Marco

As más formações do bebê não foram identificadas na gravidez (Foto: reprodução / Impala)

Rodrigo, o bebê que nasceu sem rosto, está completando duas semanas de vida nesta segunda-feira, 21 de outubro. Ele já consegue se alimentar por via de uma sonda e também já pode respirar sozinho. Apesar de ter perdido peso nos últimos dias, a tia do menino, Joana Simão, disse em entrevista ao site português, Impala, que a criança está estável.

Marlene, a mãe do bebê, compartilhou pelas redes sociais a primeira foto do filho. Rodrigo nasceu sem os olhos, nariz e parte do crânio. Junto ao marido, David, eles tem esperança de que o menino possa ter uma vida normal.

Entenda o caso

Os pais entraram com um processo contra o médico que acompanhou a gravidez (Foto: Getty Images)

Um caso médico de Portugal chamou a atenção do mundo nesta semana. Rodrigo, que tem pouco mais de uma semana de vida, nasceu sem os olhos, nariz e parte do crânio. A repercussão foi grande pois as más formações não foram detectadas pelo especialista que acompanhou a gravidez.

A família contou ao jornal Correio da Manhã que seguiu com o profissional durante os 9 meses, em que foram feitos 3 exames de ultrassom, mas que não teve nenhum feedback sobre a anomalia. Eles só tiveram conhecimento ao fazer uma ultrassonografia 5G em outro hospital.

Depois do alerta, retornaram para o pediatra que já os acompanhava, que não levou os resultados à sério e afirmou que não havia nenhuma complicação com o feto. A prova real veio no dia 7 de outubro, com o nascimento do bebê no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

Diante da situação, os médicos deram apenas algumas horas de vida para Rodrigo, mas ele superou e continua superando as expectativas de todos. O caso ganhou a imprensa quando os pais decidiram entrar com um processo judicial.

No momento, está sendo analisado pelo Ministério Público português. Até o momento, já foi descoberto que o obstetra possuía quatro processos além deste novo, mesmo assim continuava atuando. Não foram reveladas mais informações sobre as investigações.

O Hospital emitiu uma nota: “O acompanhamento da gravidez desta utente não foi efetuado no Centro Hospitalar de Setúbal (CHS). Os meios complementares de diagnóstico e terapêutica também não foram realizados no CHS. Apenas o parto da utente decorreu no CHS, tendo sido no momento detetada a situação”.

No texto, fizeram questão de enfatizar que todas as medidas que podem ser feitas estão sendo tomadas: “A criança e a família têm sido acompanhadas no Serviço de Pediatria com o apoio da Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos Pediátricos do Centro Hospitalar de Setúbal”.

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