Mãe de menino que morreu ao cair de prédio desabafa sobre patroa: “Se fosse eu, meu rosto estaria estampado”

A empregadora foi indiciada por homicídio culposo,  mas não teve o nome divulgado pela Polícia Civil. Ela chegou a ser presa em flagrante, mas pagou R$ 20 mil de fiança e responderá em liberdade

Resumo da Notícia

  • Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, que morreu ao cair do 9º andar de um edifício de luxo no Recife
  • O acidente ocorreu após a mãe descer para passear com o cachorro dos patrões e deixar o menino aos cuidados da patroa
  • Confira o desabafo
Menino morreu após escalar grade de área de ar-condicionados de edifício no Recife (Foto: reprodução / Instagram @cristinarosa.psicologia)

Mirtes Renata Souza, mãe do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, que morreu ao cair do 9º andar de um edifício de luxo no Recife após a mãe descer para passear com o cachorro dos patrões e deixar o menino aos cuidados da patroa. “Se fosse eu, meu rosto estaria estampado, como já vi vários casos na TV. Meu nome estaria estampado e meu rosto estaria em todas as mídias. Mas o dela não pode estar na mídia, não pode ser divulgado”, desabafou a mãe.

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A empregadora foi indiciada por homicídio culposo,  mas não teve o nome divulgado pela Polícia Civil. Ela chegou a ser presa em flagrante, mas pagou R$ 20 mil de fiança e responderá em liberdade.

Mirtes Renata Souza, mãe do menino Miguel Otávio, de 5 anos, que morreu ao cair de um prédio de luxo no Centro do Recife — (Foto: Reprodução/G1 / TV Globo)

Nesta última quinta-feira, 4 de junho, Mirtes contou em entrevista à TV Globo que era empregada doméstica do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, e da mulher dele, Sari Corte Real. Segundo o delegado Ramon Teixeira, responsável pelo caso, câmeras do circuito interno de segurança do condomínio mostraram o momento em que a mulher permitiu que Miguel entrasse sozinho no elevador. Nas imagens, era possível ver que ela fala com o menino, mas o deixa lá.

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Segundo a investigação, Miguel ficou no elevador sozinho e desceu no 9º andar. Lá ele escalou uma grade na área dos aparelhos de ar-condicionado, que fica na ala comum do andar, fora do apartamento, e caiu. “Ela confiava os filhos dela a mim e a minha mãe. No momento em que confiei meu filho a ela, infelizmente ela não teve paciência para cuidar, para tirar (do elevador). Eu sei, eu não nego para ninguém: meu filho era uma criança um pouco teimosa, queria ser dono de si e tudo mais. Mas assim, é criança. Era criança”, lamentou a mãe.

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